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Cabo Verde desenvolve sistema de alertas precoces para ameaças climáticas
Iniciativa faz parte do plano Alertas Precoces para Todos das Nações Unidas, que visa criar ferramentas em rede para, até 2027, proteger toda a população do planeta face a diversas ameaças.
07 Jan 2026 - 14:07
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Praia, Cabo Verde | Foto: Wikimedia
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Praia, Cabo Verde | Foto: Wikimedia
Cabo Verde vai desenvolver, durante este ano, um sistema de alerta precoce que ajude a proteger a população, por exemplo, face a tempestades como a que surpreendeu a ilha de São Vicente, em agosto de 2025, matando nove pessoas.
“O plano está agora a avançar rapidamente para a revisão e validação pública, em 2026, estando a implementação prevista para começar e estender-se por um período de cinco anos”, anunciou a Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência das Nações Unidas.
A iniciativa faz parte do plano Alertas Precoces para Todos (EW4All, designação em inglês) das Nações Unidas, que visa criar ferramentas em rede para, até 2027, proteger toda a população do planeta face a diversas ameaças (tempestades, cheias, secas, ondas de calor, entre outras).
No documento, consultado nesta quarta-feira pela Lusa, explica-se que “estão em curso esforços para alinhar os recursos do orçamento nacional e os projetos de cooperação”, de forma a reforçar as capacidades nacionais, alinhando serviços de proteção civil e socorro, previsão meteorológica, ação climática e regulação económica.
“Cabo Verde está a avançar na preparação de uma proposta de alerta precoce multirriscos (MHEWS, sigla em inglês) ao Fundo Verde para o Clima para apoiar a implementação do plano nacional”, uma via de financiamento para “investimentos sustentados que reforcem as capacidades técnicas, a coordenação institucional e os serviços de alerta centrados nas pessoas”, detalhou a OMM.
O Fundo Verde para o Clima é o principal fundo climático global, criado pela Convenção-Quadro da ONU sobre Mudanças Climáticas.
Ao reunir “o compromisso político, a coordenação técnica e as vias de financiamento, o país está a lançar as bases para garantir que os alertas precoces conduzam a ações atempadas, reduzindo perdas e salvaguardando vidas face ao aumento de eventos extremos, climáticos e meteorológicos”, acrescentou a organização.
Nos bastidores, avançam trabalhos técnicos com vista à identificação do risco de desastres, melhoria das formas de deteção e previsão, disseminação e comunicação dos alertas, além do afinamento das metodologias de preparação e resposta a desastres.
Segundo a OMM, 2025 deverá ter sido o segundo ou terceiro ano mais quente de que há registo.
O aquecimento oceânico leva a consequências como a degradação dos ecossistemas marinhos e a intensificação das tempestades tropicais e subtropicais, acelerando a perda de gelo marinho nas regiões polares e a subida do nível do mar.
O número de países com sistemas de alerta precoce multirriscos subiu para 119, mas a OMM indicou, em novembro, a persistência de lacunas que exigem mais investimento para prevenir desastres.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
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