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Calor extremo é o principal risco climático para seguradoras de vida e saúde e gestoras de pensões
A EIOPA explica que a forma como estuda o impacto destes fenómenos climáticos é através da sua influência na mortalidade, morbilidade e longevidade.
01 Out 2026 - 09:44
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O calor extremo foi identificado como sendo o principal risco relacionado com clima para as seguradoras de vida e saúde e entidades gestoras de pensões. Os impactos financeiros atuais são limitados, mas os riscos devem aumentar ao longo das próximas décadas, de acordo com um estudo do supervisor europeu de seguros e fundos de pensões, EIOPA.
A EIOPA aponta que, no futuro, fogos florestais mais frequentes, bem como a disseminação de doenças transmitidas por agentes, como a dengue ou a malária, podem afetar a saúde da população. O regulador recorda ainda que as ondas de calor já têm responsabilidade na morte da população atualmente, com cerca de 300 mil mortes a serem associadas a estes fenómenos climáticos na Europa desde 2000.
Mais ainda, espera-se que estas ondas de calor se tornem mais frequentes, mais intensas e mais longas nas próximas décadas, avisa a EIOPA, alertando para a possibilidade de as mortes relacionadas com o calor em cenários extremos atingirem níveis vistos durante a pandemia de Covid-19.
A EIOPA explica que a forma como estuda o impacto destes fenómenos é através da sua influência na mortalidade, morbilidade e longevidade. Estes fatores são a base dos modelos de negócio de seguros de vida e saúde e entidades gestoras de pensões, sublinha o supervisor.
Segundo as conclusões do estudo da EIOPA, as linhas de negócio mais impactadas pelo calor extremo vão ser os seguros de despesas médicas, os de proteção de rendimentos e os de acidentes de trabalho, no segmento não vida. Já no segmento vida vão ser os seguros de saúde semelhantes ao seguro de vida e outros seguros de vida sem participação.
Contudo, os impactos vão variar consoante o produto e o portfólio, pois as alterações climáticas podem afetar a mortalidade, morbilidade e longevidade de formas diferentes, esclarece. “É provável que as ondas de calor afetem negativamente os fundos próprios das seguradoras através de produtos expostos a riscos de mortalidade e relacionados com a saúde, enquanto os ajustamentos de longevidade poderão compensar parcialmente esses efeitos”, ilustra.
O regulador recomenda a que as entidades do setor incorporem estes riscos emergentes nas suas análises de risco climático, ainda que o impacto financeiro seja limitado no momento. A EIOPA reitera que a materialidade destes riscos deve aumentar com o tempo.
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