3 min leitura
CEiiA, Micro e AMFI unem-se para desenvolver microveículos elétricos na Europa
Parceria prevê produção do carro BEN, concebido pelo centro português de engenharia e desenvolvimento de produto, em Turim e aposta numa oferta integrada para mobilidade urbana sustentável.
23 Mar 2026 - 17:23
3 min leitura
Carros Microlino e BEN | Foto: Micro, AMF, CEiiA
- CEiiA, Micro e AMFI unem-se para desenvolver microveículos elétricos na Europa
- CE pede preparação antecipada para próximo inverno devido a tensões no Médio Oriente
- Caminha recebe obras urgentes de 4,5 milhões de euros para travar erosão costeira
- Confagri critica passividade do Governo perante setor agroalimentar “sob pressão”
- Geopolítica e IA ditam fim da transição energética linear e redefinem mercados
- Conflito no Golfo expõe fragilidade energética da Ásia: especialistas defendem aposta nas renováveis
Carros Microlino e BEN | Foto: Micro, AMF, CEiiA
A Micro, a AMFI – Automotive Micro Factory Italy e o centro português de engenharia e desenvolvimento de produto (CEiiA) oficializaram uma colaboração estratégica na área da mobilidade elétrica. O objetivo é explorar sinergias entre dois microcarros elétricos europeus, o Microlino e o BEN (BE Neutral), em domínios como tecnologia, produção industrial e desenvolvimento de mercado.
A parceria junta dois conceitos complementares, com o Microlino (da Micro) a destinar-se ao mercado de consumo (inspirado nos “bubble cars”, ou carros bolha, dos anos 1950) e o BEN (do CEiiA) a servir para aplicações empresariais, ao incluir uma plataforma digital avançada (SPIRIT) que permite serviços de mobilidade inteligente, monitorização de CO2 e gestão de frotas.
Em conjunto, os dois veículos pretendem cobrir diferentes necessidades da mobilidade urbana, desde o uso privado até às “entregas de última milha”, segundo as empresas, com o objetivo de criar uma oferta europeia integrada orientada para cidades sustentáveis.
O memorando de entendimento assinado entre as partes prevê a colaboração em várias áreas, incluindo a otimização da cadeia de fornecimento, partilha de tecnologias, engenharia e desenvolvimento de produto. Estão também em cima da mesa iniciativas conjuntas de financiamento europeu e estratégias para entrada em mercados internacionais.
Um dos pontos centrais do acordo é a fabricação do BEN na unidade da AMFI, em Turim, Itália. A empresa, pertencente ao mesmo grupo suíço da Micro, assumirá a liderança da produção, tirando partido de uma estrutura considerada escalável e da experiência na produção de microveículos elétricos. O CEiiA participará na definição de processos produtivos e padrões de qualidade.
Além disso, “esta colaboração reforça o papel crescente de Turim como polo europeu de fabrico de mobilidade inovadora e sustentável”, denotam as empresas.
A sustentabilidade surge também como eixo estruturante do acordo. O CEiiA traz a chamada tecnologia AYR, que permite medir e valorizar as emissões evitadas, já distinguida no contexto europeu e integrada em iniciativas internacionais de ação climática. A articulação desta ferramenta com soluções de mobilidade elétrica urbana é vista pelos colaboradores como uma forma de contribuir para metas de neutralidade carbónica.
Citado em comunicado, Oliver Ouboter, da Micro, considera que a colaboração permitirá criar “uma plataforma europeia robusta” que integra mobilidade privada e empresarial. Já Michelangelo Liguori, da AMFI, salienta a ambição de transformar Turim num centro industrial estratégico para microveículos elétricos. Helena Silva, do CEiiA, destaca, por sua vez, o potencial do acordo para reforçar um modelo industrial colaborativo europeu.
- CEiiA, Micro e AMFI unem-se para desenvolver microveículos elétricos na Europa
- CE pede preparação antecipada para próximo inverno devido a tensões no Médio Oriente
- Caminha recebe obras urgentes de 4,5 milhões de euros para travar erosão costeira
- Confagri critica passividade do Governo perante setor agroalimentar “sob pressão”
- Geopolítica e IA ditam fim da transição energética linear e redefinem mercados
- Conflito no Golfo expõe fragilidade energética da Ásia: especialistas defendem aposta nas renováveis