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China define novo plano para reforçar indústria de baterias de nova geração até 2030

O armazenamento de energia é um dos principais eixos da estratégia do novo plano quinquenal para o período entre 2026 e 2030. A China pretende desenvolver baterias com “longa duração, elevada segurança e grande capacidade”.

29 Set 2026 - 10:46

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Foto Adobe Stockxiaoliangge

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A China aprovou um plano nacional para o desenvolvimento da indústria de baterias de nova geração para o período do 2026-2030, com metas para o crescimento do setor, a inovação tecnológica e a qualidade dos produtos.

Segundo o Ministério da Indústria e das Tecnologias da Informação da China, o plano estabelece como objetivo alcançar, até 2030, a aplicação inicial em larga escala de baterias totalmente de estado sólido. O documento prevê ainda que as baterias de lítio de longa duração atinjam uma vida útil de 15.000 ciclos.

O plano prevê, assim, o desenvolvimento de diferentes tecnologias de baterias, incluindo baterias de lítio, de sódio e de fluxo. A estratégia inclui o desenvolvimento de baterias de sódio com maior capacidade e densidade energética e de baterias de fluxo destinadas, em particular, ao armazenamento de longa duração.

O armazenamento de energia é um dos principais eixos da estratégia deste novo plano quinquenal. De acordo com o plano, a China pretende desenvolver baterias com “longa duração, elevada segurança e grande capacidade”, destinadas a apoiar a integração das energias renováveis e a estabilidade do sistema elétrico.

O plano prevê ainda a expansão das unidades de armazenamento junto da produção e das redes elétricas, mas também em parques industriais e centros de dados. A estratégia inclui simultaneamente sistemas de gestão de energia capazes de coordenar produção solar, eólica, armazenamento e rede elétrica.

A China pretende também acelerar a integração das baterias com as energias limpas e com os diferentes setores consumidores de energia. O documento aponta para a eletrificação de áreas como transportes públicos, veículos pesados, aviação, transporte marítimo, maquinaria agrícola e industrial, além de aplicações em robótica e equipamentos de baixa altitude.

Além disso, o Governo chinês pretende utilizar inteligência artificial, gémeos digitais e análise de dados no desenvolvimento de materiais, no fabrico e na gestão dos sistemas de baterias. O objetivo passa pela criação de fábricas inteligentes, pela utilização de sistemas de previsão de falhas e pela melhoria da segurança e da avaliação da vida útil das baterias.

O plano estabelece ainda medidas para reforçar a recolha e reciclagem de baterias usadas, incluindo sistemas de responsabilidade alargada do produtor e o desenvolvimento de tecnologias para desmontagem, recuperação de materiais e reutilização de recursos.

Promover o ecodesign das baterias, aumentar a utilização de materiais reciclados e expandir o recurso a energias renováveis na produção, com a criação de fábricas de carbono zero e fábricas verdes, são também algumas das medidas estabelecidas no plano.

O documento prevê ainda a criação de sistemas de rastreabilidade ao longo do ciclo de vida das baterias e o desenvolvimento de mecanismos para calcular e gerir a sua pegada carbónica.

A indústria chinesa de baterias de nova geração registou um valor de produção superior a mil milhões de yuans (cerca de 149 mil milhões de dólares) durante o 14.º Plano Quinquenal, entre 2021 e 2025, segundo dados divulgados pelo jornal chinês CCTV.

No plano internacional, Pequim pretende ainda apoiar a expansão das empresas chinesas para mercados externos, reforçar a cooperação com organizações económicas e comerciais internacionais e aumentar a participação chinesa na definição de normas internacionais para as baterias de nova geração.

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