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China quer elevar produção de petróleo e gás para 440 milhões de toneladas até 2030
Plano quinquenal prevê mais 20 mil quilómetros de oleodutos e gasodutos e reforço das reservas de gás natural. Prevê ainda o desenvolvimento coordenado dos combustíveis fósseis com as energias renováveis.
18 Ago 2026 - 10:32
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Xi Jinping, presidente da China | Foto: Wikimedia
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Xi Jinping, presidente da China | Foto: Wikimedia
A China pretende elevar a sua oferta interna de petróleo e gás para 440 milhões de toneladas equivalentes de petróleo até 2030, mais 4,8% face aos 420 milhões de tep registados em 2025, segundo um novo plano quinquenal da Administração Nacional de Energia, citado pela CCTV, a televisão pública estatal chinesa.
O plano, elaborado conjuntamente com a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China, estabelece também como objetivo acrescentar 20 mil quilómetros de oleodutos e gasodutos de longa distância até 2030, elevando a extensão total da rede de gasodutos e oleodutos do país para 220 mil quilómetros.
“O petróleo e o gás são fontes essenciais de energia e matérias-primas industriais, estando a sua oferta estreitamente ligada à segurança energética da China e ao bem-estar da população”, refere o documento, segundo a CCTV.
Ao abrigo do novo plano, divulgado nesta segunda-feira, a China pretende aumentar as suas reservas de gás natural para um nível equivalente a mais de 13% do consumo nacional e elevar, até 2030, a quantidade anual de dióxido de carbono injetado através de projetos de captura e armazenamento de carbono e de captura, utilização e armazenamento de carbono (CCUS, na sigla inglesa) para 10 milhões de toneladas.
O plano prevê ainda o desenvolvimento coordenado do petróleo e gás com as energias renováveis e os recursos associados. Os campos de petróleo e gás e as áreas envolventes serão incentivados a desenvolver energia solar, eólica e geotérmica, a aumentar os níveis de eletrificação e a criar campos de petróleo e gás verdes, de baixo carbono ou com emissões líquidas zero.
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