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Economia azul deixa de ser só pesca e navegação: emprego está cada vez mais diversificado
Conservação marinha, aquicultura e gestão lideram as ofertas de trabalho ligadas ao oceano, com crescente aposta na inovação e sustentabilidade. Economia azul é responsável por 620 mil milhões de euros de volume de negócios anualmente na UE.
18 Ago 2026 - 06:45
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Foto: Adobe Stock/NaturePicsFilms
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O mercado de trabalho da economia azul está a transformar-se e a criar oportunidades em mais áreas do que as tradicionais da pesca e da navegação, integrando um leque cada vez mais alargado de áreas de especialização.
Segundo o novo relatório “Relatório de Empregos da Economia Azul 2026“, da plataforma Blue Jobs, a Conservação de Recursos Marinhos, Ecologia e Vida Selvagem lidera com 16% das ofertas, seguida das Pescas e Aquicultura (14%), da Gestão, Consultoria e Negócios (13%), da Literacia do Oceano e Educação Ambiental (11%), da Investigação Marinha (10%), das Energias Renováveis Marinhas (9%) e da Política do Mar e Gestão Costeira (8%).
O retrato, realizado com base na análise de 1700 oportunidades de emprego em 76 países, faz o retrato atual das oportunidades profissionais ligadas ao oceano, refletindo uma “crescente importância da inovação, da sustentabilidade e da transição energética”, sublinha a Direção-Geral de Política do Mar (DGPM) no seu site.
O relatório evidencia igualmente oportunidades profissionais em áreas como a investigação científica, a monitorização ambiental, a engenharia, a educação, a consultoria, a gestão, as políticas públicas e outras atividades que contribuem para o desenvolvimento sustentável da Economia Azul.
De salientar que uma menor representação de determinados setores no relatório não corresponde, necessariamente, a um menor número de oportunidades de emprego. Alguns setores, como o turismo costeiro sustentável, recorrem predominantemente a canais de recrutamento locais ou a plataformas, estando, por esse motivo, menos refletidos nas bases de dados internacionais utilizadas para a elaboração da análise, sublinha a DGPM.
As conclusões do relatório confirmam a crescente multidisciplinaridade da economia azul e a necessidade de perfis profissionais cada vez mais diversificados. “A economia azul está a crescer rapidamente, impulsionada pelos desafios da sustentabilidade, pela inovação tecnológica e pela necessidade crescente de uma gestão responsável do oceano”, pode ler-se no relatório.
A DGPM, por sua vez, refere que acompanha de perto estas tendências, alinhando as suas políticas com a Estratégia Nacional para o Mar 2021-2030 e com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 14 sobre a proteção da vida marinha. O objetivo é reforçar as competências azuis e a competitividade do setor a nível nacional.
Segundo a análise, em vez de constituir um setor único e homogéneo, “a economia azul funciona como um sistema complexo de atividades interligadas. O seu mercado de trabalho é influenciado pelas condições ambientais, pelas tendências económicas, pela inovação tecnológica e pelos enquadramentos políticos e regulamentares”,
Dados do Observatório da Economia Azul da UE (2024) indicam que a economia azul emprega milhões de pessoas, tanto em regiões costeiras como no interior, gerando cerca de 171 mil milhões de euros de valor acrescentado bruto (VAB) e mais de 620 mil milhões de euros de volume de negócios.
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