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Menos de um terço dos estudantes têm acesso a formação relacionada com economia azul
Projeto europeu CODEBLUE revela falta de formações no âmbito do Turismo Azul e aponta crescente procura por competências ligadas à sustentabilidade, inovação e transformação digital no turismo costeiro e marítimo.
18 Mai 2026 - 12:16
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Foto: Freepik
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Apenas 28% dos estudantes têm atualmente acesso a formação relacionada com competências de economia azul, apesar de 100% dos participantes considerarem o turismo relevante para este setor, mostra um estudo do KIPT CoLAB. A pesquisa mostra ainda que mais de 70% dos alunos classificam esta relação como “muito importante” ou “extremamente importante”.
Os resultados nacionais do projeto europeu CODEBLUE, cofinanciado pelo programa Erasmus+, foram apresentados em Varna, na Bulgária, num workshop que reuniu todos os parceiros do projeto. Foram inventariadas as competências necessárias para impulsionar o desenvolvimento sustentável do turismo costeiro e marítimo em Portugal.
O estudo mostra também que metade dos programas analisados não inclui conteúdos ligados ao turismo costeiro ou marinho e que 43,8% não integram sustentabilidade marinha nos programas de ensino. Apenas 6,3% dos participantes indicam ter formação completa nestas áreas.
O estudo identificou ainda uma forte procura por modelos de formação mais curtos, práticos e especializados. Entre os estudantes inquiridos, 63,6% demonstram preferência por formações de 25 a 30 horas e 45,5% apontam o formato híbrido como o mais adequado para adquirir novas competências.
Entre as competências consideradas prioritárias para o futuro do turismo azul destacam-se a gestão de impacto ambiental, sustentabilidade costeira, inovação aplicada ao turismo marítimo, competências digitais, monitorização de dados e adaptação climática.
Do lado das empresas e empregadores, 90% defendem uma maior componente prática na formação e 55% identificam a falta de cursos relevantes como uma das principais barreiras à capacitação do setor.
As conclusões deste levantamento apelam a um modelo de ensino mais flexível, mais multidisciplinar e suportado por práticas que facilitem a integração dos estudantes no mercado de trabalho. Os resultados nacionais do CODEBLUE irão contribuir para o desenvolvimento de novas estratégias de formação e capacitação ligadas ao turismo azul, sustentabilidade e inovação aplicada ao turismo.
Estes resultados serão apresentados na Universidade do Algarve, no dia 29 de maio, numa sessão cocriativa que pretende traduzir os resultados do estudo em medidas práticas. A participação é gratuita, mas requer inscrição prévia.
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