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Duas empresas vão explorar corredor elétrico de mais de mil quilómetros em Angola
Concessão por 30 anos foi atribuída à marroquina Somagec Energy Holding, em parceria com a Averi Finance, plataforma de investimento, financiamento e consultoria sediada nos Emirados Árabes Unidos.
18 Ago 2026 - 07:58
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Foto: Adobe stock/Pugun & Photo Studio
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Angola atribuiu a duas empresas a concessão, por 30 anos, do corredor elétrico de mais de mil quilómetros que vai do leste angolano à região mineira da República Democrática do Congo (RDCongo), divulgou nesta segunda-feira fonte ligada ao projeto.
A concessão do Corredor Leste, para transmissão de 400 kilovoltampere (kVA), em circuito duplo, numa extensão de 1.240 quilómetros, foi atribuída pelo Presidente angolano à Somagec Energy Holding, empresa de construção de origem marroquina, em parceria com a Averi Finance, plataforma de investimento, financiamento e consultoria sediada nos Emirados Árabes Unidos, que lidera a estruturação financeira e a mobilização de capital do projeto.
“Juntas, as duas empresas vão construir, ser proprietárias, operar e, ao fim de 30 anos, transferir (BOOT) aquilo que é, na prática, uma nova espinha dorsal energética para a região – inteiramente a risco e custo privados. Sem endividamento público. Sem garantias soberanas”, avançou fonte da Somagec.
A iniciativa de capital privado, em regime ´BOOT´ de 30 anos, vai ligar Laúca, na província de Malanje, a Kolwezi, região mineira de cobre e cobalto da RDCongo.
A infraestrutura deverá atravessar as províncias angolanas de Malanje, Lunda Sul e Moxico e alimentar “com energia barata e limpa o maior polo mundial de metais para baterias”.
“Do lado congolês, a linha chega diretamente ao coração industrial do Katanga – a região de cobre e cobalto em torno de Kolwezi, que abastece grande parte da cadeia global de baterias para veículos elétricos. A energia hidroelétrica angolana, mais barata e mais limpa do que o diesel que muitas operações mineiras ainda queimam”, destacou a mesma fonte.
Este é o segundo corredor energético transfronteiriço a ser desenvolvido pelas duas empresas, depois do Corredor Norte, que compreende a linha de transmissão entre Angola e a RDCongo via Cabinda, província angolana.
A fonte enfatizou que este projeto devolve receita à concessionária pública angolana, através do Acordo Comercial de Compra de Energia a assinar com a RNT-EP, operadora nacional de transporte de eletricidade.
“O corredor posiciona formalmente Angola como fornecedor estratégico de eletricidade tanto ao Pool Energético da África Austral (SAPP) como ao Pool Energético da África Central (PEAC) — uma ambição nacional há muito enunciada, que passa agora a ter uma concessão assinada e uma estrutura de financiamento privado por trás”, sublinhou.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
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