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China atinge novo marco com renováveis a representar mais de 40% da produção energética
O carvão representou uma quota de 49,7% da produção elétrica chinesa no primeiro semestre de 2026, enquanto as energias renováveis passaram a representar 41,2% da produção de eletricidade, ultrapassando pela a primeira vez a fasquia dos 40%.
30 Jul 2026 - 13:38
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As energias renováveis representaram 41,2% da produção de eletricidade produzida na China durante os primeiros seis meses do ano, ultrapassando pela a primeira vez a fasquia dos 40%. Deste total, a energia eólica e a solar corresponderam a 24,6%. O restante mix elétrico é assegurado pelo gás natural e pela energia nuclear.
O carvão, pelo contrário, atingiu mínimos históricos de produção, ao representar uma quota de 49,7% da produção elétrica do país, revelou Xing Yiteng, diretor-geral adjunto do gabinete de desenvolvimento e planeamento da Administração Nacional de Energia, durante uma conferência de imprensa, segundo a Reuters.
Apesar da redução do consumo de carvão, a Reuters alerta que o uso deste combustível poderá ainda aumentar este ano face a 2025, devido ao rápido crescimento da procura de eletricidade. A crescente adoção de veículos elétricos, a construção de centros de dados para inteligência artificial e o aumento das exportações estão a impulsionar essa procura.
“O armazenamento, em conjunto com a gestão da procura e mercados de eletricidade mais flexíveis, permitirá uma penetração muito maior da energia solar distribuída e ajudará a satisfazer o aumento da procura de eletricidade com energias renováveis, em vez de combustíveis fósseis”, afirma Xing Yiteng, à Reuters.
No plano quinquenal para o setor energético divulgado pelo governo chinês no fim do mês passado, a China afirmou querer que as energias renováveis representem mais de metade da energia produzida no país até 2030.
A meta é que, até ao fim da década, as energias limpas representem 25% do consumo energético total, de acordo com o plano quinquenal para o setor energético divulgado pelo governo chinês nesta quinta-feira.
O novo plano prevê ainda uma meta vinculativa de reduzir a intensidade de carbono do setor elétrico em mais de 10% ao longo do período quinquenal.
Apesar da transição verde, o carvão continua a manter um papel central enquanto “garantia de segurança” para o governo chinês. Neste sentido, o plano prevê manter e até expandir bases de produção de carvão, com uma reserva de capacidade de até 100 milhões de toneladas por ano.
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