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China quer renováveis a produzir mais de metade da energia no país até 2030
Novo plano energético revela preocupações com a autossuficiência e vulnerabilidade das importações, especialmente de petróleo e gás. O carvão continua a manter um papel central enquanto "garantia de segurança" do governo chinês.
25 Jun 2026 - 16:02
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A China quer que as energias renováveis representem mais de metade da energia produzida no país até 2030. A meta é que, até ao fim da década, as energias limpas representem 25% do consumo energético total, de acordo com o plano quinquenal para o setor energético divulgado pelo governo chinês nesta quinta-feira.
O novo plano prevê ainda uma meta vinculativa de reduzir a intensidade de carbono do setor elétrico em mais de 10% ao longo do período quinquenal.
Outro dos objetivos centrais do plano é garantir que a eletricidade passe a representar 35% do consumo energético final em 2030. Para alcançar esta meta, o governo da China quer duplicar o número de pontos de carregamento para veículos elétricos até 2030, alcançando os 40 milhões.
Com a eletrificação em vista, o país vai investir em veículos elétricos como recurso de armazenamento na rede (“vehicle-to-grid”), com capacidade agregada de 50 GW até 2030
Apesar da transição verde, o carvão continua a manter um papel central enquanto “garantia de segurança” para o governo chinês. Neste sentido, o plano prevê manter e até expandir bases de produção de carvão, com uma reserva de capacidade de até 100 milhões de toneladas por ano.
Além disso, a China revela preocupações relativamente à autossuficiência e à vulnerabilidade das importações, especialmente no que diz respeito ao petróleo e ao gás. O governo pretende então manter a produção nacional de petróleo estável em 200 milhões de toneladas por ano, diversificar as rotas de importação e expandir as reservas estratégicas de combustíveis.
Segundo o plano quinquenal, a energia nuclear deverá atingir 110 GW operaciomais até 2030, com foco em reatores de 3ª geração e investigação em tecnologias avançadas, como fusão nuclear, a longo prazo.
Outra das apostas é no hidrogénio renovável, com uma produção desejada 2 milhões de toneladas métricas por ano até 2030, com pipelines dedicados e bases de produção de hidrogénio, amónia e metanol verde. A meta anterior era de 100 mil a 200 mil toneladas por ano até 2025.
A China apresenta ainda o objetivo de “fortalecer a computação através da eletricidade, e impulsionar a eletricidade através da computação”. Para isto, o país pretende transportar os grandes centros de dados utilizados para a Inteligência Artificial (AI) para zonas de produção de energias renováveis, tal como já acontece no Interior Mongólia.
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