Subscrever Newsletter - Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa na transição verde.

Subscrever Newsletter

Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa na transição verde.

Submeter

Ao subscrever aceito a Política de Privacidade

3 min leitura

Ciências ULisboa e Zoomarine lançam programa de reprodução do escalo-do-Sado

Parceria científica aposta na proteção de peixe endémico descoberto em 2024, cuja população é reduzida e habitat se encontra sob pressão climática e humana.

14 Mar 2026 - 14:51

3 min leitura

Escalo-do-Sado | Foto: Ciências ULisboa e Zoomarine

Escalo-do-Sado | Foto: Ciências ULisboa e Zoomarine

A Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (Ciências ULisboa) e o Zoomarine assinaram um protocolo de cooperação para a conservação “fora de lugar” (ex situ) de organismos fluviais, com especial atenção sobre espécies dulçaquícolas endémicas portuguesas.

A primeira espécie abrangida pelo acordo é o escalo-do-Sado, um peixe endémico descoberto apenas em 2024 cuja distribuição se limita à bacia do rio Sado. A suas populações são muito resíduais e encontram-se numa região particularmente vulnerável aos efeitos das alterações climáticas e à crescente pressão sobre os recursos hídricos, segundo indicam as duas partes em comunicado conjunto.

A instituição de ensino e o Zoomarine apontam a intensificação das atividades agrícola e turística na região como agravante dos riscos para o habitat da espécie.

Após a emissão das licenças necessárias pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, investigadores já recolheram 36 exemplares no habitat natural da espécie, na ribeira de Grândola. Os peixes foram posteriormente transferidos para o Zoomarine, onde estão em curso os trabalhos preparatórios para um programa de reprodução em ambiente controlado.

Foto: Ciências ULisboa e Zoomarine

A componente científica será assegurada pela investigação em biodiversidade e conservação do Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais (CE3C), da Ciências ULisboa. Entre as responsabilidades da equipa científica estão a identificação e captura de reprodutores, a monitorização de habitats naturais e a preparação de futuras ações de repovoamento. O Zoomarine disponibiliza, por sua vez, as infraestruturas técnicas e equipas especializadas dedicadas à conservação da biodiversidade aquática.

Para Cristina Máguas, investigadora do CE3C, a iniciativa “reforça o compromisso de ambas as instituições com a proteção do património natural português e com a conservação das espécies de água doce ameaçadas”. Também o diretor de Ciência e Conservação do Zoomarine, João Neves, destaca a importância do projeto para a resposta nacional aos desafios da biodiversidade fluvial. “A criação deste modelo integrado de reprodução e conservação é um passo importante para proteger uma espécie particularmente vulnerável e reforçar a capacidade nacional de resposta na área da biodiversidade fluvial”, refere.

Subscrever Newsletter

Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa na transição verde.

Ao subscrever aceito a Política de Privacidade