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DGEG revela tensão entre eficiência e descarbonização na estratégia energética portuguesa
Estudo conclui que combustíveis como o hidrogénio renovável reduzem emissões, mas afetam o desempenho energético.
18 Set 2025 - 10:30
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A Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) divulgou um estudo onde sublinha a tensão entre descarbonização e eficiência. Nomeadamente, que tecnologias como o hidrogénio renovável reduzem emissões, mas penalizam o desempenho energético, sobretudo nos edifícios, onde o critério é a energia primária. A recomendação é clara: sempre que possível, privilegiar o uso direto da eletricidade, em vez de combustíveis.
Os resultados, atuais e projetados para 2030, 2040 e 2050, do relatório “Trajetórias de Fatores de Conversão de Energia e de Emissão de GEE para Portugal”, alinham-se com o Plano Nacional de Energia e Clima 2030 e a meta da neutralidade carbónica.
Mostram, por exemplo, que a maioria dos combustíveis tem fatores primários entre 1,1 e 1,2, mas o hidrogénio renovável e os combustíveis sintéticos registam valores mais elevados, apesar das baixas emissões. Já a eletricidade de fontes renováveis (solar, eólica, hídrica e oceânica) apresenta os melhores indicadores de eficiência, com fatores próximos de 1.
“As respetivas estratégias de descarbonização conduzem a resultados bastante diferentes. Enquanto para a eletricidade pública o fator de energia primária diminui até 2040 e depois estabiliza num nível próximo de 1,1, para o gás público, o fator de energia primária aumenta acentuadamente após 2030, refletindo o elevado fator de energia primária do hidrogénio e do metano sintético”, explica a DGEG no estudo.
O trabalho apresenta metodologias para calcular fatores de energia primária, poder calorífico e emissões de gases com efeito de estufa, abrangendo eletricidade, combustíveis fósseis e renováveis, incluindo hidrogénio e derivados, e casos mistos.
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