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Eclipe de 12 de agosto deverá reduzir em 45% produção de energia solar em Portugal
O fenómeno, que terá maior expressão no norte do país, ocorrerá entre as 18h30 e as 20h30 e irá provocar uma perda de geração solar estimada em 450 MW. REN estima ser necessário mobilizar reservas adicionais com geração hídrica e/ou térmica.
10 Ago 2026 - 12:02
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Foto: Magnific
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O eclipse solar quase total de 12 de agosto deverá, segundo as previsões da REN – Redes Energéticas Nacionais, provocar uma redução de cerca de 45% na produção solar prevista em Portugal, com uma perda de geração estimada em 450 MW, que representará cerca de 7% do consumo elétrico previsto para esse período.
O fenómeno, mais intenso no norte do país, ocorrerá entre as 18h30 e as 20h30, num período em que a produção solar já estará em queda, mas em simultâneo com a aproximação da hora de ponta do consumo. Face à ponta de produção solar prevista, o impacto do eclipse estima-se em cerca de 15%.
Segundo a REN, os valores estimados representam apenas a produção solar centralizada e a registada/medida pela REN, não tendo em conta outra produção solar associada a algumas Unidades de Produção para Autoconsumo, que também terão um efeito, no aumento do consumo. Este efeito está também a ser estimado pela REN e devidamente incorporado nas previsões de consumo para esse dia, de modo a reduzir e mitigar, em tempo real, os efeitos inesperados.
“Durante o eclipse, prevê-se uma perda máxima de 35 MW por minuto. Para mitigar os impactos da perda de geração associada a este eclipse no equilíbrio entre geração e o consumo no SEM [Sistema Elétrico Nacional ] e no controlo dos desvios na interligação com Espanha, será necessário mobilizar reservas adicionais com geração hídrica e/ou térmica”, estima a REN.
Ainda assim, a entidade explica que o efeito deste eclipse quase total em Portugal tem menos impacto dado o horário em que ocorrerá (final da tarde), onde a produção solar já estará em queda, tendo, por isso, “como principal efeito a redução mais acentuada do que o normal da produção solar, combinado com o aumento do consumo decorrente da evolução para a hora de ponta de consumo do dia (fim de tarde/início da noite)”, pode ler-se na nota enviada às redações.
Recorde-se que, em julho, a produção solar abasteceu 19% do consumo, o primeiro mês em que a tecnologia solar foi dominante no sistema nacional face às outras produções renováveis, onde a hídrica teve uma expressão de 16%, a eólica 13% e a biomassa 5% do consumo nacional.
Nos últimos meses, Portugal tem mantido uma “trajetória sustentável” na progressiva incorporação de fontes renováveis endógenas, apoiado por sucessivos recordes na produção de energias renováveis, enquanto mantém os objetivos primordiais de segurança de abastecimento e de qualidade de serviço no SEN, mesmo em situações mais desafiantes, sublinha a REN.
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