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Economia circular pode reduzir até 15% das emissões da UE

Relatório mostra que medidas de circularidade em setores como o aço, o alumínio, o cimento e os plásticos podem cortar até 231 milhões de toneladas de CO2 por ano e melhorar a balança comercial europeia.

03 Out 2025 - 16:27

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Foto: Adobe Stock/Littlewolf1989

Foto: Adobe Stock/Littlewolf1989

A aposta na economia circular pode tornar-se uma das chaves para a transição verde da União Europeia (UE). Um novo relatório do Centro Comum de Investigação (JRC, na sigla inglesa) revela que aplicar práticas de reutilização, reciclagem e redução de matérias-primas nas indústrias mais poluentes poderia diminuir em até 15% as emissões totais da UE, entre 189 e 231 milhões de toneladas de CO2 equivalente por ano.

O estudo  destaca o impacto potencial da economia circular em quatro setores com elevado consumo energético: aço, alumínio, cimento e betão, e plásticos, responsáveis por uma fatia significativa das emissões europeias.

As maiores poupanças viriam dos setores do aço e dos plásticos, com reduções que podem atingir respetivamente 81 e 84 milhões de toneladas de CO2 por ano. Além disso, as medidas de circularidade ajudariam a baixar a dependência de combustíveis fósseis para o consumo energético da UE em cerca de 4,7% face a 2023.

O impacto económico também seria expressivo. A aplicação destas medidas poderia melhorar a balança comercial do bloco em cerca de 4%, o equivalente a 35 mil milhões de euros, devido à menor necessidade de importar minério de ferro, bauxite e combustíveis fósseis. O setor dos plásticos seria o que mais contribuiria para este saldo positivo.

Para concretizar esta transição, o relatório recomenda apostar em tecnologias que melhorem a qualidade dos materiais reciclados, promover o design eficiente e sustentável e utilizar meios de Contratação Pública Verde (GPP, na sigla em inglês) para orientar a procura de produtos circulares.

As orientações do estudo intitulado “Captar o Potencial da Transição para a Economia Circular nas Indústrias de Alta Intensidade Energética” alinham-se com as prioridades do Acordo Industrial Limpo, apresentado em fevereiro deste ano, e da Bússola de Competitividade da UE, publicada em janeiro. Ambos os instrumentos sublinham o papel da economia circular na formação de uma indústria europeia mais sustentável, resiliente e competitiva, capaz de apoiar os objetivos climáticos da UE e fomentar a inovação e a criação de emprego.

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