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Elétrica moçambicana vai investir 70ME em 2026 com apoio do Banco Mundial

Empresa prevê estabelecer 420 mil novas ligações para acelerar o acesso universal à energia no país.

09 Mar 2026 - 11:34

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Foto: EDM Moçambique

Foto: EDM Moçambique

A Electricidade de Moçambique (EDM) prevê investir 82 milhões de dólares (70,7 milhões de euros) em 2026, com pelo menos 420 mil novas ligações, disse o presidente do conselho de administração da estatal à Lusa.

Segundo Joaquim Ou-chim, trata-se do fundo disponível para investimento da elétrica estatal este ano, dos quais cerca de 70 milhões de dólares (60,4 milhões de euros) são provenientes do Projeto ProEnergia, com financiamento do Banco Mundial, e os restantes 12 milhões de dólares (10,3 milhões de euros) da tesouraria da EDM.

A elétrica moçambicana quer este ano continuar a acelerar o acesso universal à energia, projetando avançar com 420.000 novas ligações até ao final do ano, beneficiando cerca de dois milhões de pessoas.

“Este esforço enquadra-se no compromisso estratégico de alcançar 100% de acesso à energia elétrica até 2030, através da expansão da Rede Elétrica Nacional, da implementação de soluções fora da rede e do reforço da infraestrutura existente, assegurando maior inclusão energética”, disse Joaquim Ou-chim.

O responsável admitiu que a meta de acesso universal de energia até 20230 “é ambiciosa e desafiadora”, com a empresa a indicar que está a registar “progressos significativos”, com a taxa de eletrificação atualmente em 66,4%, apoiada por um “plano robusto de expansão” que prevê a ligação de centenas de milhares de novas famílias por ano.

“Encontram-se em execução programas estruturantes, o reforço da rede de transporte e distribuição, bem como a implementação de soluções fora da rede para acelerar o acesso à energia. Contudo, o cumprimento da meta dependerá de diversos fatores, incluindo a mobilização contínua de financiamento, a estabilidade macroeconómica, a capacidade de execução dos projetos e a mitigação de riscos, como eventos climáticos extremos”, disse Joaquim Ou-chim.

Em relação aos projetos da empresa para este ano, a estatal quer avançar com a distribuição da corrente, acelerando a implementação da fase II do programa Energia para Todos – ProEnergia, ao abrigo do qual já fixou 1.123 quilómetros (km) de rede de média tensão, numa meta de 2.545km, implantou 1.907 km de rede de baixa tensão, numa meta de 3.299 km, fixou ainda 1.401 Postes de Transformação num universo de 2.831 previstos, e estabeleceu 477.100 novas ligações face às 541.365 previstas.

No transporte de energia, a EDM está a avançar com o reforço da modernização das infraestruturas de alta e média tensão, incluindo linhas e subestações estratégicas para melhorar o escoamento de energia e reduzir “constrangimentos operacionais”.

A título ilustrativo, Ou-chim destacou o projeto de construção da Linha de Transmissão 400 quilovolt (kV) entre Songo–Matambo, na província de Tete, centro do país, com aproximadamente 118 km de extensão, interligando duas subestações.

Igualmente o da interligação dos sistemas elétricos de Moçambique e Maláui, com uma linha de transporte de energia em alta tensão: “Encontra-se em curso, numa fase avançada de execução e com elevado grau de progresso físico. Para o presente ano, o ponto crítico da implementação centra-se na conclusão da travessia do rio Zambeze, que compreende a construção de duas torres e o lançamento de aproximadamente dois km de linha”.

A EDM está ainda a avançar com o reforço da fiabilidade, segurança operacional e qualidade de fornecimento de energia em pontos críticos da rede, com intervenções em subestações, reforço e reabilitação de redes de média e baixa tensão, bem como a reconstrução de infraestruturas danificadas, abrangendo as províncias de Maputo, Tete e Sofala, melhorando a estabilidade da rede e aumento da capacidade de resposta face à crescente procura.

Ainda este ano, segundo Ou-chim, a EDM prevê construir a nova subestação de Canangola e reabilitar a rede de distribuição da cidade de Tete e está a avançar com o projeto de emergência para reforçar a estabilidade e modernização no fornecimento de energia elétrica na cidade de Maputo e instalação de um equipamento de estabilização na subestação de Pemba, em Cabo Delgado.

Agência Lusa

Editado por Jornal PT Green

 

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