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Emirates instala biodigestor para evitar mais de 2.000 toneladas de CO2 por ano

Sistema processa resíduos orgânicos no Dubai e dispensa envio para aterro. Equipamento torna-se mais eficiente com o tempo a para da evolução da cultura microbiana.

06 Fev 2026 - 15:57

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Foto: Unidade Central de Comissariado da EKFC, Dubai.

Foto: Unidade Central de Comissariado da EKFC, Dubai.

A empresa de catering aéreo da Emirates – a EKFC – colocou em funcionamento um biodigestor de grande escala que permitirá reduzir as emissões anuais de dióxido de carbono em mais de 2.000 toneladas. O equipamento, instalado na Unidade Central de Comissariado da empresa no Dubai, processa resíduos orgânicos localmente, evitando o seu encaminhamento para aterro.

O sistema Power Knot LFC-3000 é um dos maiores em capacidade comercial e utiliza digestão aeróbia (com recurso a oxigénio, calor e microrganismos) para transformar resíduos alimentares em águas cinzentas reutilizáveis para fins não potáveis, segundo o comunicado divulgado nesta sexta-feira. Ao contrário de sistemas mecânicos convencionais, o biodigestor torna-se mais eficiente com o tempo, à medida que a cultura microbiana evolui.

Desde dezembro de 2025, o equipamento processa em média até 3,5 toneladas de resíduos diariamente, mas as projeções apontam para uma capacidade de cerca de seis toneladas por dia quando atingir maturidade biológica plena.

Segundo os fatores de conversão do Departamento do Ambiente britânico (DEFRA, na sigla em inglês), citados pela Emirates, desviar uma tonelada de resíduos alimentares de aterro evita aproximadamente 0,7 toneladas de CO2 equivalente, sobretudo pela prevenção de emissões de metano. “Quando analisamos onde podemos gerar maior impacto, é na forma como gerimos os resíduos”, garante o CEO da EKFC, Shahreyar Nawabi.

O projeto integra-se numa estratégia mais ampla de sustentabilidade da empresa, explica a EKFC ao recordar o que já tem trabalhado neste sentido. Em comunicado indica que, no último ano, painéis solares instalados pela EKFC geraram 4.000 MWh, evitando 1.600 toneladas de CO2. A empresa processou ainda quase 75.000 kg de resíduos alimentares através de um biodigestor mais pequeno e eliminou 45.000 kg de plástico através de alterações nas embalagens. Está prevista para meados de 2026 a chegada do primeiro ‘hi-loader’ elétrico da região, em fase de prova de conceito.

A aviação é conhecida por ser um dos setores mais difíceis de descarbonizar. No entanto, a introdução de nova legislação, como o ReFuelEU ou Pacto Ecológico Europeu, já tem resultado em alguns progressos. O último relatório ambiental da Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA, na sigla em inglês) revelava que, em 2023, os voos com partida dos aeroportos da UE27+EFTA emitiram 133 milhões de toneladas de CO2, uma redução de 10 % em relação a 2019. É de salientar que os jatos de corredor único e duplo representaram 77 % destes voos e 96 % das emissões de carbono.

Por sua vez, em 2023 a aviação continuava a ser responsável por aproximadamente 2,5% das emissões globais de CO2, e as emissões absolutas têm crescido, consoante os dados da EASA. Das emissões registadas entre 1940 e 2019, quase metade (47%) ocorreu desde o ano 2000.

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