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Emissões de CO2 da China mantêm-se estáveis há 18 meses e podem começar a cair
Análise do Centre for Research on Energy and Clean Air indica que, apesar do crescimento industrial, as emissões podem mesmo cair este ano se não houver aumento de última hora.
11 Nov 2025 - 08:49
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Foto: Xi Jinping, presidente da China | UN archive
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Foto: Xi Jinping, presidente da China | UN archive
As emissões de dióxido de carbono da China não aumentaram no terceiro trimestre de 2025, prolongando uma tendência de 18 meses de estabilidade ou queda. A análise do Centre for Research on Energy and Clean Air (CREA), com sede em Helsínquia, Finlândia, sugere que o país poderá reduzir as suas emissões anuais este ano, desde que não surjam picos no final do ano.
Segundo avança a agência Reuters, o padrão de emissões constantes começou em março de 2024, após um aumento de 0,8% no início do ano, resultado de um ressurgimento pós-pandémico. O governo chinês comprometeu-se em setembro a limitar as emissões de carbono até 2030 e a reduzi-las entre 7% e 10% até 2035 relativamente ao pico ainda por determinar, um compromisso, porém, considerado aquém das expectativas internacionais.
No terceiro trimestre de 2025, o crescimento das emissões na indústria química compensou quedas em outros setores. As emissões do transporte caíram 5%, enquanto as do setor elétrico se mantiveram estáveis, apesar de um aumento de 6,1% na procura de eletricidade. Cerca de 90% desse aumento na eletricidade foi satisfeito por energia eólica, solar, nuclear e hídrica, com a produção a gás a reduzir a dependência do carvão.
O crescimento da indústria química foi impulsionado pela produção de plásticos, que subiu 12% entre janeiro e setembro devido à elevada procura doméstica para entregas de alimentos e comércio eletrónico.
A China também aumentou a produção de polietileno, o tipo de plástico mais utilizado, em resposta à guerra comercial com os Estados Unidos.
O governo tem ainda incentivado as refinarias a converterem parte da produção para o setor químico, compensando a queda na procura de combustíveis de transporte, num contexto de crescente transição para veículos elétricos.
Especialistas apontam que a estabilidade das emissões dá à China uma oportunidade de assumir um papel mais relevante em fóruns internacionais sobre o clima, como a COP30, que está a decorrer no Brasil.
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