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Empresas podem testar micro reator nuclear avançado em laboratório dos EUA
Projeto MARVEL oferece ao setor privado uma oportunidade rara para testar energia nuclear em centros de dados, inteligência artificial e produção de água potável em locais remotos.
03 Jan 2026 - 14:31
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Projeto MARVEL
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Projeto MARVEL
Cinco equipas foram selecionadas para participar no primeiro ciclo de experiências do projeto MARVEL (Microreactor Application Research Validation and Evaluation), anunciou o Idaho National Laboratory (INL), nos Estados Unidos.
A iniciativa permite às empresas testar, em ambiente real, aplicações inovadoras de micro reatores nucleares, numa oportunidade considerada rara a nível internacional.
Os projetos escolhidos vão explorar diferentes utilizações da energia nuclear, incluindo o fornecimento de energia a centros de dados, o suporte a aplicações de inteligência artificial, a produção de água potável em locais remotos através de dessalinização e o teste de sensores avançados para reatores de nova geração.
Segundo John Jackson, diretor técnico nacional do Programa de Microreatores do Departamento de Energia dos EUA, o MARVEL representa um nível de apoio à inovação pública sem paralelo no setor nuclear. “Com acesso a um micro reator operacional, as empresas podem avaliar como esta tecnologia pode responder a desafios estratégicos como a energia para a inteligência artificial e a gestão da água”, afirmou.
O micro reator MARVEL é arrefecido por uma liga de sódio e potássio e terá capacidade para gerar 85 quilowatts de energia térmica e até 20 quilowatts de eletricidade. A infraestrutura ficará instalada na Transient Reactor Test Facility do INL e funcionará como plataforma de demonstração para novas aplicações comerciais da energia nuclear.
Entre as entidades selecionadas estão a Amazon Web Services, que pretende testar a integração do micro reator com centros de dados modulares e autossuficientes; a DCX USA e a Arizona State University, que irão avaliar o fornecimento de energia a centros de dados dedicados à inteligência artificial; a General Electric Vernova, focada em operações remotas e autónomas de reatores; a Radiation Detection Technologies, que irá testar sensores avançados; e um consórcio formado pela Shepherd Power, NOV e ConocoPhillips, que desenvolverá um projeto piloto de dessalinização com recurso ao calor gerado pelo micro reator.
As equipas irão agora trabalhar com especialistas do INL e do Departamento de Energia dos EUA na definição dos planos de implementação. Os acordos finais para a realização das experiências deverão ser anunciados em 2026.
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