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Energia eólica aumenta na Europa, mas Portugal fica para trás no offshore
Na energia eólica terrestre, Portugal acrescentou apenas 2 MW à sua rede no primeiro semestre de 2025, quando se esperava adição de 230 MW.
04 Set 2025 - 17:34
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Foto: Adobe stock/leungchopan
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A indústria eólica europeia continua a expandir-se, todavia a um ritmo mais lento do que o previsto, alerta a associação WindEurope. Os atrasos no licenciamento e na rede elétrica apresentam-se como entraves ao crescimento, embora Alemanha, Espanha e Reino Unido mostrem sinais de aceleração.
Entre janeiro e junho de 2025, foram instalados 6,8 gigawatts (GW) de nova capacidade na Europa, 89% em terra e apenas 11% no mar. No total, o continente soma agora 291 GW, dos quais 254 GW são onshore e 37 GW offshore.
Até 2030, a previsão é que a energia eólica em terra continue a dominar, com mais 135 GW instalados. No final da década, a capacidade total da Europa poderá chegar aos 441 GW, já descontando os parques que irão encerrar.
Por sua vez, em Portugal o cenário é mais limitado: espera-se algum crescimento da energia eólica em terra, mas não há perspetiva de novos projetos offshore antes de 2030 , segundo esta análise.
O relatório da WindEurope prevê que Portugal instale até 2030 mais 2.340 megawatts (MW) de energia eólica, todos em terra. Isso elevaria a capacidade nacional para 6.650 MW onshore, mantendo apenas 25 MW no mar.
No primeiro semestre de 2025, Portugal acrescentou apenas 2 MW à sua rede eólica terrestre, quando seriam de esperar mais 230 MW, como consta no documento.
A WindEurope representa mais de 600 membros da indústria eólica em cerca de 35 países, incluindo empresas, investidores e seguradoras. No relatório, associação reitera que “o ritmo mais lento do que o esperado da eletrificação na Europa também está a enfraquecer a viabilidade económica da energia eólica”. Acrescenta que, por essa razão, teve de se conduzida “uma revisão em baixa das perspetivas para a energia eólica onshore e offshore até 2030”.
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