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Energia fóssil da China cai pela primeira vez em dez anos em virtude das renováveis
Eletricidade térmica, gerada por centrais a carvão, caiu 1% em 2025, para 6,29 biliões de kWh, mesmo a consumir mais luz que UE, Rússia e Índia juntas.
19 Jan 2026 - 11:07
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Foto: Freepik
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A produção de energia baseada em carvão na China viu uma queda em 2025, pela primeira vez em dez anos. Por detrás desta queda está a crescente aposta do país na geração renovável, mesmo com o consumo geral de eletricidade a atingir um recorde, conforme revelou Pequim nesta segunda-feira.
A eletricidade térmica, gerada principalmente por centrais a carvão, com uma pequena quantidade proveniente do gás natural, caiu 1% em 2025, para 6,29 biliões de quilowatts-hora (kWh), de acordo com o Gabinete Nacional de Estatísticas (GNE). A queda mais acentuada deu-se em dezembro, 3,2% abaixo do valor registado no ano anterior.
Os dados refletem a produção de empresas industriais com receita anual superior a 20 milhões de yuans (2.470.880 de euros). No sábado, a Administração Nacional de Energia anunciou que o consumo de eletricidade da China subiu 5%, um novo máximo, ultrapassando 10 trilhões de kWh. Este valor foi superior ao consumo combinado da União Europeia, Rússia, Índia e Japão em 2024, impulsionado, em parte, pela fabricação de carros elétricos.
Os dados do GNE mostra que a produção de energia atingiu 9,72 trilhões de kWh no ano passado, um aumento de 2,2% em relação a 2024. As fontes hidrelétricas subriam a um ritmo constante, com um aumento de 4,1% em dezembro e de 2,8% no ano inteiro. A produção de energia nuclear aumentou 3,1% em dezembro e 7,7% em 2025.
A China estabeleceu a meta de reduzir as emissões de carbono até 2030, e têm se mostrado empenhada em investir cada vez mais nas renováveis para cortar noutras fontes. “Esta tendência para uma mudança estrutural na produção de energia é difícil de reverter”, afirmou Feng Dongbin, vice-diretor geral da Fenwei Digital Information Technology, que opera a plataforma chinesa de análise de carvão Sxcoal, citado pela Reuters.
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