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Engie prepara três parques solares em Trás-os-Montes com 354 MW para reforçar produção renovável

Projetos de hibridização das centrais hidroelétricas de Bemposta, Baixo Sabor e Foz Tua estão em fase inicial de avaliação ambiental e poderão avançar nos próximos três anos.

12 Mai 2026 - 07:27

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Foto: Pexels

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A empresa elétrica Engie está a realizar uma auscultação pública para a instalação de projetos de hibridização em três centrais elétricas transmontanas através de projetos fotovoltaicos com capacidade de cerca de 354 Megawatts-pico (MWp), disse fonte da empresa.

Questionada pela agência Lusa, a Engie explicou que “os projetos fotovoltaicos estão ainda numa fase muito inicial, a dar os primeiros passos no sentido de iniciar o licenciamento ambiental”.

“Por isso, as sessões de apresentação e esclarecimento à população têm como principal objetivo criar o envolvimento desde muito cedo das comunidades locais neste projeto, por forma a poder incorporar os seus contributos nesta fase de planeamento”, indicou.

Está previsto o Parque Solar de Travanca (Mogadouro, Bragança) para hibridização da central hidroelétrica de Bemposta, que poderá ter 104 MWp, e o Parque Solar de Carviçais (Torre de Moncorvo, Bragança), para hibridização da central hidroelétrica do Baixo Sabor, que poderá produzir cerca de 110 MWp.

A Engie explicou ainda que neste momento perspetiva-se o desenvolvimento do Parque Solar de Antas (Penedono, Viseu) para hibridização da central hidroelétrica do Foz Tua, que poderá vir a ter uma capacidade de aproximadamente 140 MWp.

“Estes [três] parques solares serão projetos híbridos, pelo que respeitarão a capacidade de ligação à rede atribuídas aos aproveitamentos hidroelétricos a que estão associados”, vincou a Engie, acrescentando que, no total, estão em causa 159 hectares ocupados por painéis.

Segundo a empresa, as áreas de estudo propostas para a realização dos estudos de impacte ambiental são maiores, no sentido de permitir estudar com rigor as áreas em apreço, e possibilitar a avaliação de opções e localizações alternativas, com vista a viabilizar a escolha da configuração que se traduza num menor impacte ambiental possível”, esclareceu a Engie.

Para já os projetos estão numa fase embrionária, na preparação do procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental (AIA) – Proposta de Definição de Âmbito. Dependendo da evolução do processo, poderão passar três anos até serem obtidas todas as licenças necessárias.

Questionada sobre qual o investimento previsto, a empresa avançou “que por estar ainda numa fase muito embrionária dos projetos, existindo muitas variáveis que poderão condicionar a evolução dos mesmos, seria prematuro e algo especulativo avançar com números concretos”.

Na quinta-feira foi apresentado um outro projeto de hibridização da Central Hidrelétrica de Picote e parque eólico, que decorreu na aldeia raiana de São Martinho de Angueira, que prevê uma ocupação de 105 hectares de terreno nos concelhos de Vimioso e Miranda Douro.

 

Agência Lusa

Editado por Jornal PT Green

 

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