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Eurodeputados querem reforçar cooperação com Canadá na área da energia
Parlamento Europeu defende parceria estratégica mais profunda perante tensões geopolíticas e desafios de segurança, num contexto mundial em rápida evolução.
11 Mar 2026 - 17:07
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Ursula von Der Leyen, presidente da CE, com o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney | Foto: Wikimedia
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Ursula von Der Leyen, presidente da CE, com o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney | Foto: Wikimedia
Os eurodeputados defenderam nesta quarta-feira um reforço significativo da cooperação entre a União Europeia (UE) e o Canadá, sublinhando a importância de estreitar laços em áreas estratégicas como a energia, o comércio e a segurança num contexto internacional cada vez mais instável.
Num relatório aprovado pelo Parlamento Europeu com 482 votos a favor, 108 contra e 42 abstenções, os deputados consideram que o atual momento de transformação da ordem internacional exige que a parceria estratégica entre a UE e o Canadá seja elevada a um novo nível, com base em interesses e valores partilhados.
“O Canadá é talvez o país mais europeu fora da Europa. E hoje podemos dizer que é mais europeu do que nunca, devido aos nossos interesses estratégicos comuns e aos desafios comuns que enfrentamos”, refere o relator Tobias Cremer (S&D, Alemanha). E acrescentou: “Num mundo moldado por uma Rússia viciada na guerra, uma China assertiva e um aliado americano cada vez mais errático, os europeus e os canadianos sabem: só podemos salvaguardar os nossos interesses e a nossa segurança – no Ártico, na Ucrânia, no que diz respeito às alterações climáticas e na Gronelândia – se nos unirmos e aprofundarmos a nossa cooperação. Chegou o momento de este estreito alinhamento estratégico se traduzir numa aliança euro-canadiana mais profunda”.
Os deputados europeus salientam também a importância de defender o sistema multilateral e instituições internacionais como as Nações Unidas, o Tribunal Penal Internacional e a Organização Mundial do Comércio, além de fóruns como o G7 e o G20.
No plano geopolítico, o Parlamento manifesta preocupação com a crescente militarização do Ártico e defende uma cooperação mais estreita com o Canadá para garantir a estabilidade da região e salvaguardar a autonomia da Gronelândia.
Por último, os eurodeputados apelam aos 10 países da UE que ainda não ratificaram o Acordo Económico e Comercial Global (CETA) para o fazerem antes de 2027, quando se assinalará o décimo aniversário da aplicação provisória do acordo.
Os eurodeputados portugueses Sebastião Bugalho e António Tânger Corrêa participaram no processo como relatores-sombra.
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