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Europa pode poupar 250 mil milhões de euros por ano com a eletrificação
Estudo da Schneider Electric conclui que, para que a Europa se mantenha competitiva a nível global, é fundamental que os decisores políticos reduzam a diferença de preços entre eletricidade e gás natural.
29 Out 2025 - 12:26
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Se a Europa acelerasse a eletrificação, poderia poupar 250 mil milhões de euros por ano até 2040, aponta o último relatório da Schneider Electric. Persistem desafios em equilibrar acessibilidades, segurança e sustentabilidade, ao verificar-se ainda elevados custos devido à dependência das importações de fontes fósseis. Mesmo assim, a União Europeia conseguiu reduzir em 37% as suas emissões desde 1990.
A Europa verifica, há uma década, uma taxa de eletrificação de 21%. Está 10% abaixo dos níveis da China. O custo da energia residencial na União Europeia é de 0,27 euros por quilowatt/hora, enquanto no país asiático é de apenas 0,08 euros. Segundo o estudo “Europe energy security and competitiveness – supercharging electrification”, isto significa que o preço das atividades quotidianas para cada cidadão europeu é três vezes superior ao dos cidadãos chineses.
Para que a Europa se mantenha competitiva a nível global, é necessário que os decisores políticos reduzam a disparidade de preços entre eletricidade e gás natural. A Schneider Electric diz que os países devem eliminar gradualmente os subsídios aos combustíveis fósseis e reformular a tributação energética de modo a incentivar ao uso de energia limpa.
O progresso e o ritmo da eletrificação na Europa variam de forma significativa conforme os países, “devido a diferenças na infraestrutura, políticas, maturidade do mercado e adoção dos consumidores”, explica o grupo de gestão de energia. Os países nórdicos, por exemplo, já registam grandes avanços nos transportes e edifícios, sublinha no comunicado à imprensa. Os países do Sul europeu apresentam taxas mais elevadas de eletrificação dos edifícios, enquanto a Europa Ocidental e Central está a apostar na eletrificação industrial e iniciativas ‘prosumers’ (indivíduos que produzem e consumem energia própria).
É também essencial acelerar no financiamento, incluindo a simplificação do seu acesso e a oferta de incentivos direcionados, principalmente para as pequenas e médias empresas. Além disso, o grupo diz que as receitas dos esquemas de comércio de emissões e dos fundos de inovação devem ser canalizadas para projetos de eletrificação.
O vice-presidente executiva das operações europeias da Schneider declara que “a eletrificação é vital – não apenas para alcançar as nossas ambições climáticas, mas também para impulsionar o crescimento económico, a independência energética e a competitividade industrial”.
“A Europa deve libertar-se urgentemente da estagnação da eletrificação. A tecnologia existe e está pronta a ser implementada. Agora, a política deve ser de incentivo, e as empresas devem impulsionar a implementação para desbloquear os ganhos económicos e ambientais que tanto precisamos ver nos dias que correm”, acrescenta Laurent Bataille.
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