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Fundação Mendes Gonçalves lança “Declaração para a Regeneração” para pôr solos e sistemas alimentares no centro do debate público
Iniciativa apresentada na Golegã, no fórum Regenerar 2026, fixa compromissos até 2028 para promover agricultura regenerativa e literacia alimentar, convocando Estado, empresas e sociedade civil para uma ação concertada.
23 Abr 2026 - 17:00
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Carlos Mendes Gonçalves | Foto Fundação Mendes Gonçalves
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Carlos Mendes Gonçalves | Foto Fundação Mendes Gonçalves
A Fundação Mendes Gonçalves apresentou nesta quinta-feira uma “Declaração para a Regeneração”, com a ambição de colocar o tema no centro do debate público e de mobilizar organizações, instituições e cidadãos para uma agenda comum nos próximos anos. O documento pretende funcionar como ponto de partida para um movimento alargado que reequacione a forma como se pensa o território, os sistemas alimentares e a educação.
A declaração foi apresentada no âmbito do Regenerar 2026, na Golegã, e estabelece um conjunto de compromissos com horizonte em 2028. Entre as prioridades estão a criação de um ecossistema educativo de qualidade, o reforço da literacia alimentar, a disseminação de práticas de agricultura regenerativa e o desenvolvimento de instrumentos de investimento orientados para projetos de impacto, com base em “modelos colaborativos e sustentáveis”, como adianta a Fundação.
Para o fundador da instituição, Carlos Mendes Gonçalves, a regeneração “não é um conceito abstrato nem um tema de nicho”, mas antes “uma mudança estrutural na forma como olhamos para os sistemas que sustentam a sociedade”. O responsável defende que o compromisso agora assumido deve ser entendido como “um convite à ação”, para “para quem reconhece que é necessário fazer diferente e construir respostas mais integradas para o futuro”.
A Fundação sustenta que a regeneração dos solos, dos sistemas alimentares e das comunidades deve ser tratada como “prioridade estratégica”, implicando uma articulação mais estreita entre conhecimento científico, prática agrícola no terreno e políticas públicas.
O desafio é dirigido a entidades públicas e privadas, organizações da economia social e à sociedade civil, com o objetivo de estimular “soluções concretas e colaborativas, com impacto territorial”, adianta o comunicado divulgado pela instituição
O encontro na Golegã reuniu especialistas nacionais e internacionais, entre os quais Ray Archuleta, especialista em saúde do solo e agricultura regenerativa, e Maddalena Tedeschi, que participou virtualmente, trazendo a dimensão da inovação pedagógica para o debate. Integrado na missão europeia “A Soil Deal for Europe” e com o apoio do SOILSCAPE e do Turismo de Portugal, o fórum reforçou a centralidade do solo para a sustentabilidade ambiental, a segurança alimentar e a resiliência climática.
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