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Fundação quer Bussaco como referência internacional de conservação da natureza

Nova presidência diz estar a trabalhar em várias frentes para captar investimento e acelerar intervenções consideradas prioritárias para a Mata Nacional do Bussaco.

15 Jun 2026 - 12:17

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Foto: Mata Nacional do Bussaco

Foto: Mata Nacional do Bussaco

O novo presidente da Fundação Mata do Bussaco revelou nesta segunda-feira que pretende que a Mata Nacional do Bussaco seja uma referência internacional de conservação e turismo da natureza e que se encontra já a trabalhar em várias frentes para acelerar intervenções prioritárias.

“Tenho a ambição de projetar o Bussaco como uma referência internacional de conservação e turismo da natureza, adotando as melhores práticas de gestão do mundo nestas áreas e aplicando-as no Bussaco”, afirmou Gonçalo Breda Marques.

Em declarações à agência Lusa, um mês depois de estar em funções, o responsável revelou que está a trabalhar em várias frentes para captar investimento e acelerar intervenções consideradas prioritárias para a Mata Nacional do Bussaco.

“O foco tem que estar em três pilares: na prevenção florestal, limpeza e vigilância; na recuperação do edificado; e na conservação da biodiversidade”.

A estratégia de Gonçalo Breda Marques passa pela recuperação da floresta e do património edificado, bem como pela valorização do Bussaco enquanto destino turístico e espaço de referência na conservação da biodiversidade.

“Não quero ser apenas mais um presidente, quero mesmo fazer a diferença. Quero reabilitar o Bussaco e adotar as melhores práticas que existem no mundo em matéria de valorização, conservação e gestão”, garantiu.

Apesar dos problemas existentes, o presidente da Fundação considera que o Bussaco tem um valor incalculável, que deve ser conhecido nacional e internacionalmente.

Com cerca de 250 espécies arbóreas oriundas de vários pontos do mundo, um património histórico construído ao longo de quase quatro séculos e uma singular combinação de valores naturais, religiosos e culturais, o Bussaco reúne características que “justificam uma atenção fora do comum”.

Para se afirmar, a Mata do Bussaco precisa de “investimentos significativos” para recuperar a floresta e diversos edifícios históricos afetados pelo mau tempo.

“Já fizemos o diagnóstico e estamos a preparar candidaturas a fundos comunitários, porque a Mata do Bussaco não pode esperar”, afirmou.

Quando faltam dois anos para as comemorações dos 400 anos do lançamento da primeira pedra do convento carmelita, o novo presidente da Fundação disse que este é “um momento decisivo” para o futuro do Bussaco.

Entre os processos que tem em curso está uma candidatura ao Fundo de Salvaguarda, destinada a apoiar a recuperação dos danos provocados pelas intempéries.

A Fundação reuniu também com o secretário de Estado das Florestas, com o Turismo de Portugal e procurou contactos junto do Ministério do Ambiente para “identificar oportunidades de financiamento comunitário”.

“Estamos a atacar quase todas as frentes para ver se temos algum sucesso e resultados”, frisou.

De acordo com Gonçalo Breda Marques, as necessidades de investimento são significativas e só para a limpeza da Mata e remoção de árvores caídas na sequência das tempestades a Fundação estima serem necessários cerca de 1,5 milhões de euros.

Já a recuperação do muro que delimita os 105 hectares da Mata Nacional do Bussaco, com cerca de cinco quilómetros de extensão, representa “outro dos grandes desafios”.

“A estrutura sofreu danos consideráveis devido à queda de árvores. Estimamos igualmente, só para a recuperação desse muro, um milhão de euros”, revelou.

A estes valores somam-se ainda intervenções necessárias nas casas destinadas ao alojamento turístico, “atualmente sem condições para receber visitantes”.

Segundo o presidente da Fundação, a requalificação destes espaços poderá exigir um investimento entre 500 e 600 mil euros.

“Através das receitas próprias da Fundação não é possível fazer este investimento”, apontou, esperando que “se resolva com celeridade” o processo judicial relacionado com o concurso para a concessão do Bussaco Palace Hotel.

A renda atualmente paga pelo concessionário ronda os 50 mil euros anuais, enquanto o novo concurso prevê uma renda anual na ordem dos 400 mil euros.

Agência Lusa

Editado por Jornal PT Green

 

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