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EUA cancelam encerramento de central a carvão no noroeste do país
Secretário da Energia mantém produção de eletricidade a carvão no noroeste do país, para “reduzir o risco e o custo de apagões para as famílias e empresas norte-americanas”.
15 Jun 2026 - 16:33
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Secretário da Energia dos EUA | Foto Instagram
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Secretário da Energia dos EUA | Foto Instagram
O secretário da Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, emitiu uma ordem de emergência para manter em funcionamento a produção de eletricidade a partir de carvão, para responder a problemas críticos de fiabilidade da rede elétrica na região noroeste dos Estados Unidos.
Num comunicado do Departamento de Energia dos EUA (DOE), o Governo de Donald Trump defende a ordem de emergência como necessária para “reduzir o risco e o custo de apagões para as famílias e empresas norte-americanas”.
A ordem, emitida na passada sexta-feira, determina que a TransAlta Centralia Generation LLC (TransAlta) assegure que a Unidade 2 da Centralia Generating Station, em Centralia, no estado de Washington, permaneça disponível para operar. Esta unidade, uma central termoelétrica a carvão, estava prevista encerrar no final de 2025. A medida procura minimizar o risco e os custos de apagões desnecessários.
“Retirar da rede capacidade de produção fiável compromete a segurança do abastecimento energético e aumenta desnecessariamente os custos da energia para os americanos”, afirma Chris Wright em comunicado. “Durante os períodos de maior procura no verão, os habitantes do Noroeste merecem continuar a ter acesso a energia acessível, fiável e segura para alimentar e refrescar as suas casas”, acrescenta.
Na mesma nota, o DOE, sublinha que “graças à liderança do Presidente Donald Trump, centrais a carvão em todo o país estão a ser poupadas a encerramentos prematuros, revertendo planos de desativação. Em 2025, mais de 17 gigawatts de capacidade de produção elétrica a carvão foram preservados e não saíram de serviço”.
Conforme indicado no Relatório sobre Adequação de Recursos do Departamento de Energia, as falhas de energia poderão aumentar até 100 vezes até 2030 se os Estados Unidos continuarem a retirar de serviço “fontes de produção fiáveis”.
O DOE explica ainda que a North American Electric Reliability Corporation (NERC), na sua Avaliação de Fiabilidade de Longo Prazo de 2025, concluiu que a região Noroeste do WECC enfrenta um elevado risco de défices energéticos nos próximos cinco anos, observando que “o rápido crescimento previsto da procura está a impulsionar a necessidade de mais recursos” e que “são projetados períodos de energia não fornecida tanto no verão como no inverno”.
Esta ordem estará em vigor entre 15 de junho de 2026 e 12 de setembro de 2026.
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