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WWF Portugal plantou mais de 1700 árvores no Gerês através da iniciativa D-EVOLUÇÃO
Além do trabalho já desenvolvido no Parque Nacional da Peneda-Gerês, a organização pretende ainda plantar de mais de 3.100 árvores e arbustos na Serra do Caldeirão, também no âmbito desta iniciativa, que celebra agora um ano desde o seu arranque.
22 Out 2026 - 10:48
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Foto Júlio Marques WWF Portugal
A WWF já plantou mais de 1.700 árvores e arbustos autóctones no Parque Nacional da Peneda-Gerês, no âmbito da iniciativa de restauro ecológico D-EVOLUÇÃO, que celebra agora um ano do seu lançamento.
Além deste parque, a WWF está ainda a trabalhar na Serra do Caldeirão e no Estuário do Tejo para “recuperar ecossistemas fundamentais para travar a perda de biodiversidade e aumentar a resiliência do país aos incêndios e às alterações climáticas”.
No Parque Nacional da Peneda-Gerês, as ações já permitiram intervir em 46 hectares (ha) de floresta e habitats afetados por incêndios. Através da gestão seletiva de vegetação e do apoio à regeneração natural, já foram plantadas árvores e arbustos autóctones, como carvalhos-alvarinhos, bétulas, azevinhos e pinheiros-silvestres.
Segundo a associação, esta recuperação florestal devolve zonas vitais de abrigo e alimentação ao corço e fortalece a estabilidade do habitat do lobo-ibérico.
“Há um ano, lançámos esta iniciativa sabendo que restaurar a natureza é uma das decisões mais inteligentes que podemos tomar enquanto sociedade. Dados da Comissão Europeia demonstram que cada euro investido na recuperação da natureza gera um retorno estimado entre 8 e 38 euros, sublinhando que a estabilidade dos serviços de ecossistema é crucial para reduzir despesas futuras e garantir a sustentabilidade de setores estratégicos”, afirma Ângela Morgado, Diretora-Executiva da WWF Portugal, em comunicado.
“Não estamos a falar apenas de proteger espécies ou recuperar habitats. Estamos a falar de devolver equilíbrio aos sistemas que nos garantem água, alimentos, segurança, saúde e qualidade de vida”, acrescenta a responsável.
Na Serra do Caldeirão, no sul do país, o restauro, que deverá começar nas próximas semanas, foca-se na paisagem mediterrânica e na recuperação de linhas de água e montados em 46,7 ha, dos quais 19 ha já contam com financiamento garantido.

Foto: Júlio Marques, WWF Portugal
Os trabalhos incluem a erradicação de canaviais e acácias, a sementeira direta de 10 hectares de pastagens biodiversas e a plantação de mais de 3.100 árvores e arbustos nativos, com grande destaque para o medronheiro e o sobreiro.
De acordo com a WWF Portugal, estas ações previnem a degradação dos solos e reduzem o risco de incêndio, reforçando as condições de habitat para espécies como o lince-ibérico e a águia-de-Bonelli.
Já a intervenção em curso nas águas do Estuário do Tejo, na Trafaria, focada na proteção das populações locais de cavalos-marinhos, está a ser desenvolvida pela WWF Portugal em colaboração com o parceiro técnico-científico MARDIVE – Associação Ciência e Educação para a Conservação da Biodiversidade Marinha, e com o envolvimento da comunidade e entidades locais.
Uma vez que os cavalos-marinhos utilizam resíduos depositados no rio como pontos de abrigo, devido à escassez de habitats naturais, foram instalados 9 abrigos subaquáticos desenvolvidos a partir do reaproveitamento de carrinhos de compras em fim de vida, aos quais se retiraram todos os plásticos e componentes potencialmente perigosos.
A organização estima que as atividades em curso tenham impacto numa área de cerca de 16 ha. O objetivo é que estas estruturas possam vir a oferecer refúgio imediato às duas espécies residentes, o cavalo-marinho-de-focinho-comprido e o cavalo-marinho-comum.
Segundo a WWF Portugal, o arranque da iniciativa foi possível graças à rápida mobilização de parceiros, empresas e cidadãos, que em apenas um ano asseguraram perto de 482 mil euros para o arranque das intervenções.
“Conseguir mobilizar quase meio milhão de euros no primeiro ano demonstra a força deste movimento, mas o seu verdadeiro valor vai muito além do financiamento. Este é apenas o início de um caminho que se estende até 2030. Para devolvermos à natureza o que foi perdido à escala de que o país necessita, precisamos de mobilizar mais investimento, mais parceiros e mais cidadãos. E precisamos, sobretudo, de fazer do restauro da natureza uma prioridade nacional (…)”, conclui Ângela Morgado.
Sendo a D-EVOLUÇÃO uma iniciativa com um horizonte temporal até 2030, a WWF Portugal encara os cerca de 1,25 milhões de euros necessários para completar este plano como “uma oportunidade extraordinária de investimento contínuo no capital natural do país”.
Assim, a organização apela ao alargamento desta rede de apoio “para levar a recuperação ecológica ainda mais longe”. É possível apoiar o financiamento das intervenções no Parque Nacional da Peneda-Gerês, Serra do Caldeirão e Estuário do Tejo através da página da iniciativa.
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