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WWF Portugal relança iniciativa de restauro com nova fase “D-Evolução”
Organização ambientalista quer chamar sociedade para ações concretas de recuperação ecológica, para fortalecer a ligação entre restauro da natureza e desenvolvimento do território.
22 Abr 2026 - 17:46
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A WWF Portugal anunciou uma nova fase da sua iniciativa nacional de restauro ecológico, agora designada “D-Evolução”, com o objetivo de intensificar o envolvimento da sociedade na recuperação de ecossistemas e na valorização do território.
O projeto, inicialmente lançado em outubro de 2025 sob o nome Re-Store Portugal, mantém a lógica de participação aberta, inspirada numa “loja” onde cidadãos e organizações podem contribuir diretamente para intervenções de restauro, mas procura agora tornar a mensagem mais “clara e mobilizadora”. A nova designação trata de “devolver à natureza o que foi perdido” e promover uma evolução sustentável da sociedade.
Segundo a organização, esta fase pretende aproximar a ação ambiental do quotidiano, reforçando o impacto emocional e a compreensão pública sobre o restauro ecológico. As intervenções continuam a incidir em áreas consideradas emblemáticas, como o Parque Nacional da Peneda-Gerês, o Estuário do Tejo e a Serra do Caldeirão.
“A D-Evolução representa uma nova fase desta iniciativa. Mantemos o compromisso e a ambição, mas reforçamos a forma como convidamos a sociedade a participar”, afirmou Ângela Morado, diretora executiva da WWF Portugal, citada em comunicado. “Devolver natureza é investir no futuro, com impacto real no território.”
A iniciativa enquadra-se nas metas europeias de restauro da natureza até 2030 e, segundo a organização, contribui para aumentar a resiliência do país, com efeitos na biodiversidade, na disponibilidade de água, na segurança alimentar e na mitigação de fenómenos extremos.
A WWF Portugal refere que o projeto continuará a desenvolver ações em várias regiões, contando com o apoio de parceiros institucionais e financiamento de empresas. Entre os apoios estão a Agência Portuguesa do Ambiente, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e o Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável.
A organização destaca ainda a necessidade de um esforço coletivo e continuado, defendendo que a recuperação de habitats degradados é central para colocar a natureza “no centro das decisões”.
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