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Comissário para a Energia e Habitação alerta para meses de incerteza e “impacto imprevisível” a longo prazo. E advertiu: “Como não podemos prever tudo, temos de estar preparados para tudo”.
22 Abr 2026 - 15:03
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Dan Jørgensen, comissário para a Energia e Habitação | Foto: CE
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Dan Jørgensen, comissário para a Energia e Habitação | Foto: CE
Desde o início do conflito no Médio Oriente, a fatura de importação de combustíveis fósseis aumentou mais de 24 mil milhões de euros, correspondendo a mais de 500 milhões de euros por dia.
As contas foram reveladas nesta quarta-feira por Dan Jørgensen, comissário para a Energia e Habitação, no âmbito da apresentação do pacote AccelerateEU, que visa dar resposta imediata à volatilidade dos preços dos combustíveis fósseis e à aceleração da transição energética em virtude das perturbações que estão a ocorrer no Estreito de Ormuz. “Estes custos fazem-se sentir aqui e agora, nos lares e nas empresas por toda a Europa. Mas o verdadeiro impacto desta crise é de longo prazo. Está em evolução. É imprevisível”, alertou o comissário, que sublinhou que se avizinham meses de incerteza.
Jørgensen sublinhou que a crise afetará os diferentes Estados-membros de formas distintas, defendendo que “como não podemos prever tudo, temos de estar preparados para tudo”.
Perante a incerteza, fica claro que é necessário proteger os cidadãos mais vulneráveis e os setores económicos mais expostos, como as indústrias intensivas em energia.
O comissário defende a ação conjunta para uma melhor defesa dos interesses europeus. É por isso que uma das medidas apresentadas no pacote AccelerateEU visa precisamente o reabastecimento das reservas de gás a tempo do próximo inverno, sem exercer “pressão desnecessária sobre os mercados” e intensificar ações para garantir que o abastecimento de combustíveis, incluindo para a aviação, seja adequado em toda a União. “Vamos coordenar-nos mais e melhor para assegurar o abastecimento. Procuraremos maximizar a capacidade de refinação existente na Europa e analisar as nossas regras relativas às reservas estratégicas e de emergência, para verificar se é possível fazer mais”, garantiu o comissário.
No que diz respeito à proteção dos consumidores face aos picos de preços, Dan Jørgensen salientou que os Estados-membros já dispõem de ferramentas próprias, exemplificando com os vales de energia para agregados familiares com baixos rendimentos, apoios financeiros para produtos de poupança energética, e campanhas nacionais para promover a eficiência energética. “Devemos concentrar-nos em ações que gerem um duplo benefício — proporcionando vantagens a curto prazo e ajudando simultaneamente cidadãos e indústria a obter poupanças a longo prazo com energia limpa”, defendeu.
Como exemplo citou a Áustria, que está a ajudar os cidadãos mais vulneráveis a substituir caldeiras a combustíveis fósseis; a Bélgica e a Alemanha, que estão a oferecer reduções do IVA e preços mais baixos da eletricidade para incentivar a instalação de bombas de calor; e a França, que irá relançar o seu programa de “leasing social” para veículos elétricos, permitindo a agregados com rendimentos modestos alugar um veículo elétrico novo a preços acessíveis.
“Isto deve servir de alerta e de ponto de viragem – o momento em que a Europa se afasta da dependência dos combustíveis fósseis e avança para a autonomia em energia limpa.
Porque agora é mais evidente do que nunca — energia limpa significa segurança, significa acessibilidade económica, significa independência. É por isso que hoje propomos uma aceleração rumo à eletrificação”, sublinhou o comissário da Energia.
Jørgensen apelou ainda à necessidade de os países combinares esforços para implementarem mais projetos de energias renováveis e reforçar as infraestruturas com mais interligações, maior capacidade de armazenamento e mais flexibilidade. “E, crucialmente, devemos impulsionar mais investimento na transição limpa. Isto significa mobilizar todas as fontes de financiamento: europeias, nacionais e privadas. Aos Estados-membros digo: há recursos disponíveis”, referiu.
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