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Fusão Galp e Moeve: ministra reconhece que refinaria de Sines é “essencial” para Portugal
Maria da Graça Carvalho disse que cabe ao Governo ajudar a tornar a refinaria “mais competitiva”, em resposta ao PCP sobre o eventual risco de passar a ser detida por uma empresa espanhola.
24 Abr 2026 - 14:34
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Ministra Maria da Graça Carvalho | Foto: Sara Matos / MAEn
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Ministra Maria da Graça Carvalho | Foto: Sara Matos / MAEn
A ministra do Ambiente e Energia defendeu nesta sexta-feira que a refinaria de Sines é “essencial” para Portugal, mas disse que cabe ao Governo ajudar a torná-la “mais competitiva”. Em resposta ao PCP sobre o eventual risco de a refinaria passar a ser detida por uma empresa espanhola no âmbito da fusão de alguns ativos da Galp e da Moeve, no debate setorial no parlamento, Maria da Graça Carvalho afirmou que o Governo entende que “a presença de Sines é essencial”.
“Está-se a ver com esta crise como é importante ter uma refinaria em solo português”, declarou a governante, numa referência ao contexto de crise energética causada pelo conflito no Médio Oriente e ao papel estratégico da infraestrutura.
A ministra sublinhou, contudo, que “a única coisa” que o Governo pode fazer é “ajudar a tornar esta refinaria mais competitiva”, “porque nada impede, mesmo que ela seja nacional, que ela feche, como aconteceu em Matosinhos”, afirmou Maria da Graça Carvalho.
Segundo a titular da pasta do Ambiente e Energia, apoiar a competitividade da refinaria passa por garantir “a legislação certa” e “os incentivos certos”, disse, dando como exemplo medidas ligadas à utilização de maior capacidade operacional. Em causa está o acordo não vinculativo assinado entre a Galp e os acionistas da Moeve, (antiga Cepsa) para discutir a junção dos respetivos portefólios de ‘downstream’ na Península Ibérica.
O plano em estudo prevê a criação de duas novas plataformas empresariais: uma dedicada ao retalho de combustíveis e mobilidade e outra industrial, focada em refinação, petroquímica, ‘trading’ e combustíveis de baixo carbono, como biocombustíveis e hidrogénio.
Na plataforma industrial, a Galp deverá ficar com uma participação minoritária, superior a 20%, enquanto a maioria do capital ficará nas mãos dos acionistas da Moeve. Entre os ativos potencialmente integrados está a refinaria de Sines, considerada estratégica para o abastecimento energético nacional.
No mesmo debate, a ministra foi também questionada sobre os lucros das grandes empresas energéticas e sobre a possibilidade de intervenção nos preços. “Em relação aos lucros das empresas que referiu, como já foi explicado, e eu sei o que é dito na comunicação social, grande parte dos lucros obtidos não são em Portugal”, afirmou.
A Comissão Europeia admitiu esta semana que os países da União Europeia avancem com impostos sobre lucros extraordinários das energéticas, embora tenha considerado difícil adotar essa medida a nível europeu. Maria da Graça Carvalho acrescentou que estas empresas “operam a nível global” e que “grande parte dos lucros não são obtidos em Portugal”. Sobre a fixação de preços, a ministra defendeu que Portugal opera “em mercado” e que, para avançar com essa medida, é necessária autorização europeia.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
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