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Galp prevê concluir fusão de ativos com Moeve em meados de 2026
Negociações ainda decorrem e processo dependerá de autorizações regulatórias. Operação prevê duas plataformas - uma industrial, onde a Galp terá posição minoritária, e outra de retalho co-controlada, e poderá gerar sinergias superiores a 10%.
02 Mar 2026 - 13:53
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Foto: LinkedIn da Galp
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Foto: LinkedIn da Galp
A Galp espera concluir em meados de 2026 o acordo final com a Moeve para combinar os negócios de refinação e comercialização na Península Ibérica, processo que ainda depende de negociações finais e de autorizações regulatórias.
“Esperamos chegar a um acordo final em meados de 2026”, afirmou nesta segunda-feira o copresidente-executivo (co-CEO) da empresa, João Diogo Marques da Silva, na apresentação dos resultados de 2025 aos analistas, acrescentando que as partes já alcançaram entendimentos preliminares, estando ainda “a ser discutidos pormenores mais aprofundados”.
Segundo o gestor, o processo ainda não entrou na fase de autorizações regulatórias, que deverão incluir avaliações de concorrência e de investimento estrangeiro.
O acordo em discussão com a antiga Cepsa prevê a criação de duas plataformas empresariais separadas: uma dedicada ao retalho de combustíveis e mobilidade, que reunirá as redes de postos de abastecimento e será co-controlada pela Galp e pela Moeve, e uma plataforma industrial, focada em refinação, petroquímica, ‘trading’ e combustíveis de baixo carbono (como biocombustíveis e hidrogénio).
Nesta plataforma industrial, a Galp terá uma participação minoritária, superior a 20%, enquanto a maioria do capital ficará nas mãos dos acionistas da espanhola Moeve. Entre os ativos potencialmente integrados encontra-se a refinaria de Sines, considerada estratégica para o abastecimento energético nacional.
Durante a conferência telefónica, o co-CEO João Diogo Marques da Silva destacou que os ativos das duas empresas são muito complementares, beneficiando da integração de cadeias logísticas e redes de retalho, e apontou que estudos globais indicam sinergias potenciais de pelo menos 10%.
“Consideramos que os nossos ativos, tanto a Galp como a Moeve, são muito complementares”, afirmou, acrescentando que o objetivo é concretizar sinergias desde o primeiro ano após a conclusão da operação.
A Galp registou um resultado líquido recorde de 1,15 mil milhões de euros em 2025, um aumento de 20% face ao ano anterior. O desempenho foi impulsionado pela produção de petróleo e gás no Brasil e pela comercialização de gás natural, apesar da descida do petróleo e do dólar e da paragem programada para manutenção da refinaria de Sines.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
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