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Hedge funds reforçam equipas de análise de risco para investir em catástrofes naturais
Instituições financeiras estão a reforçar equipas que trabalham com modelos de risco para criar instrumentos financeiros ligados a eventos como furacões, incêndios florestais ou cheias.
09 Jun 2026 - 10:43
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Vários hedge funds e bancos internacionais estão a criar equipas especializadas em negociação de risco de catástrofes naturais, numa tendência impulsionada pelo aumento de eventos climáticos extremos e pela crescente relevância financeira destes riscos, segundo uma análise da Bloomberg.
Os hedge funds são fundos de investimento alternativos que gerem capital de investidores com estratégias mais flexíveis e agressivas do que os fundos tradicionais, com o objetivo de retornos elevados.
Neste contexto, estas instituições estão a reforçar equipas que trabalham com modelos de risco para estimar a probabilidade de eventos como furacões, incêndios florestais ou cheias. Esses modelos são usados para estruturar e negociar instrumentos como ‘obrigações de catástrofes”, que transferem risco de seguradoras para investidores. Nestes produtos, os investidores recebem juros elevados se não ocorrerem desastres, mas podem perder parte ou a totalidade do capital caso ocorram eventos extremos.
Segundo a Bloomberg, a procura por especialistas nesta área aumentou significativamente, apesar de o número global de profissionais qualificados ser reduzido. Os salários para estes perfis situam-se entre cerca de 370.000 euros e 620.000 euros anuais, podendo ser superiores em casos de maior experiência ou responsabilidade.
A escassez de talento tem levado alguns dos maiores fundos de investimento globais a competir diretamente por especialistas em modelação de risco climático e meteorológico.
Estes profissionais são cada vez mais procurados não apenas para analisar eventos climáticos, mas também outros riscos extremos, como ciberataques ou instabilidade geopolítica.
A Bloomberg refere ainda que instituições financeiras como o JPMorgan Chase estão a contratar equipas dedicadas à integração de modelos de risco climático nas suas operações, com o objetivo de melhorar a gestão de risco e reforçar a resiliência a impactos físicos associados às alterações climáticas.
Paralelamente, empresas de dados estão a fornecer informação por satélite sobre eventos extremos, permitindo aos bancos e investidores avaliar com maior precisão o impacto potencial de fenómenos como inundações ou tempestades em ativos imobiliários e carteiras de crédito.
A Bloomberg conclui que esta evolução reflete a crescente integração do risco climático nos mercados financeiros, com os hedge funds a desenvolverem capacidades para precificar eventos extremos e incorporar estes riscos nas suas estratégias de investimento.
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