2 min leitura
‘Hedge funds’ voltam-se para as renováveis
Gestores de fundos invertem estratégias dominantes dos últimos quatro anos e mostram maior confiança na energia limpa.
11 Ago 2025 - 10:30
2 min leitura
Foto: Adobe stock/lovelyday12
- Zona de Emissões Reduzidas de Lisboa vai ter “gémeo digital” para testar políticas públicas
- Câmara de Gavião manifesta-se contra projeto fotovoltaico da Endesa
- Associação espanhola de centros de dados antecipa que novas regras vão comprometer quase 90% dos novos projetos
- Agricultura e pescas receberam 809 milhões de euros em apoios do Governo até agosto
- Importações agroalimentares do Brasil para a UE aumentam 5% no primeiro semestre
- Agência para o Clima mobiliza 55,2 milhões de euros para mobilidade verde e energia
Foto: Adobe stock/lovelyday12
Os ‘hedge funds’, fundos de investimento que utilizam estratégias mais arriscadas, estão a apostar contra ações de empresas petrolíferas e a reduzir as posições negativas em energia solar, numa inversão de tendências que marcaram o setor energético desde 2021.
De acordo com uma análise da Bloomberg a posições de cerca de 700 ‘hedge funds’, que no total gerem cerca de 700 mil milhões de dólares, aproximadamente 15% do setor, desde outubro de 2024 e até ao segundo trimestre de 2025 estes fundos têm, em média, mantido posições “short” no setor do petróleo. Em termos simples, estar “short” significa apostar que o valor das ações vai cair.
Ao mesmo tempo, estes fundos têm vindo a desfazer apostas contra empresas de energia solar e a manter posições “long” (a favor da valorização) no setor eólico.
O aumento da produção de alguns membros da OPEP+ para manter quota de mercado e sinais de abrandamento económico nos EUA e na China estão a alimentar o pessimismo sobre o petróleo, refere a Bloomberg.
Enquanto isso, a perspetiva para a energia solar e eólica começa a melhorar. A procura por renováveis pode também ser impulsionada pela crescente necessidade de eletricidade para alimentar a inteligência artificial, segundo gestores de vários fundos.
Na China, ações de energia verde recuperaram 19% desde abril, após medidas para resolver problemas de excesso de capacidade no setor solar. Nos EUA, embora Trump tenha reduzido subsídios à energia limpa, alguns investidores veem agora maior previsibilidade e condições para avaliar estas empresas como negócios sólidos.
- Zona de Emissões Reduzidas de Lisboa vai ter “gémeo digital” para testar políticas públicas
- Câmara de Gavião manifesta-se contra projeto fotovoltaico da Endesa
- Associação espanhola de centros de dados antecipa que novas regras vão comprometer quase 90% dos novos projetos
- Agricultura e pescas receberam 809 milhões de euros em apoios do Governo até agosto
- Importações agroalimentares do Brasil para a UE aumentam 5% no primeiro semestre
- Agência para o Clima mobiliza 55,2 milhões de euros para mobilidade verde e energia