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Madeira vai rever riscos e vulnerabilidades climáticas da região

Governo regional lança concurso público para atualizar a Estratégia de Adaptação às Alterações Climáticas da Região Autónoma da Madeira, reconhecendo “especial vulnerabilidade” do território.

24 Jul 2026 - 16:03

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Foto: Pixabay/Matthias Groeneveld

Foto: Pixabay/Matthias Groeneveld

A Região Autónoma da Madeira vai avançar com a revisão da sua Estratégia de Adaptação às Alterações Climáticas, com vista a rever os riscos e vulnerabilidades do arquipélago nesta matéria.

Para tal, lança nesta sexta-feira um concurso público no valor de 456,1 mil euros, para a elaboração da 2.ª fase da revisão da Estratégia CLIMA-Madeira.

De acordo com o caderno de encargos consultado pelo Jornal PT Green, a prestação de serviços será desenvolvida em várias etapas, abrangendo a estruturação da informação e o envolvimento dos agentes regionais, a avaliação dos riscos e vulnerabilidades setoriais, a identificação de opções de adaptação e a elaboração de um novo Plano de Ação da Estratégia de Adaptação às Alterações Climáticas da Madeira.

O concurso, que tem um prazo de execução de cerca de 19 meses e conta com financiamento da União Europeia, tem como critério de adjudicação a experiência técnica da equipa, com uma ponderação de 70%, e o preço da proposta, com um peso de 30%. As propostas podem ser apresentadas até 24 de agosto de 2026.

Segundo informação disponibilizada pelo Governo Regional, esta revisão da estratégia “visa reforçar a capacidade de adaptação da Região Autónoma da Madeira aos efeitos das alterações climáticas, promovendo uma resposta mais eficaz aos impactes esperados sobre o território, a economia, os ecossistemas e a qualidade de vida das populações”.

O Governo explica que “a condição insular da Região, a complexidade da sua orografia, a elevada diversidade ecológica e a dependência de setores particularmente sensíveis ao clima, como o turismo, a agricultura, a energia e os recursos hídricos, conferem à Região Autónoma da Madeira uma especial vulnerabilidade aos efeitos das alterações climáticas”.

O executivo regional reconhece o aumento da frequência e intensidade de fenómenos extremos, como secas, ondas de calor, precipitação intensa, movimentos de vertente, incêndios rurais e subida do nível médio do mar, o que “reforça a necessidade de aprofundar o conhecimento sobre os riscos climáticos e de desenvolver medidas de adaptação adequadas às especificidades regionais”.

 

 

 

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