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Infraestruturas de Portugal lança projeto de gémeos digitais para apoiar gestão da mobilidade
Solução tecnológica permite criar representações digitais das infraestruturas e sistemas de transporte, com vista a melhorar o planeamento e gestão na área da mobilidade.
04 Ago 2026 - 09:35
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Foto: Magnific
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A Infraestruturas de Portugal (IP) lançou um concurso público para implementar o projeto DT4MOB – Gémeos Digitais para a Mobilidade, uma iniciativa destinada a desenvolver soluções digitais aplicadas à gestão das infraestruturas de transporte.
O procedimento, publicado nesta terça-feira em Diário da República, tem um preço base de 97 mil euros e prevê a contratação de uma solução tecnológica baseada em gémeos digitais, dividida em dois lotes: o primeiro com um valor de 77 mil euros e o segundo de 20 mil euros.
Os contratos terão um prazo de execução de nove meses.
Os gémeos digitais permitem criar réplicas virtuais de sistemas ou infraestruturas físicas, integrando dados reais para acompanhar o seu funcionamento, simular diferentes cenários e apoiar decisões de gestão.
No setor da mobilidade, esta tecnologia pode permitir uma análise mais eficiente das redes de transporte, antecipando necessidades de manutenção, avaliando impactos de alterações na circulação e otimizando a utilização dos ativos existentes.
Recorde-se que, recentemente, o ministro Adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Matias, afirmou estar a estudar os gémeos digitais para utilizar modelos de inteligência artificial (IA) para prever a catástrofes e melhorar a gestão de mobilidade urbana.
No concurso agora anunciado, a IP não detalha as funcionalidades específicas a desenvolver no âmbito do DT4MOB, mas enquadra a aquisição na área de equipamentos informáticos e soluções tecnológicas para mobilidade. O Jornal PT Green consultou as peças do concurso público, mas não estavam mais informações disponíveis.
O concurso público decorre até 20 de agosto de 2026, sendo o critério de adjudicação exclusivamente o preço. As propostas serão avaliadas sem recurso a negociação e o contrato não terá financiamento através de fundos europeus.
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