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Investigadores da Universidade de Coimbra analisam impacto de fogos florestais nos animais selvagens
Equipa da Faculdade de Ciências e Tecnologia da universidade quer perceber se animais estão a voltar às áreas ardidas ou se estão a fugir para outras zonas.
08 Set 2025 - 14:23
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Foto: cedida por FCTUC
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Foto: cedida por FCTUC
Nos próximos meses, o efeito dos incêndios florestais de agosto na fauna nacional vai ser investigado por uma equipa da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), com maior atenção nas comunidades de cervídeos. O projeto “Mapear para Proteger!” vai introduzir uma plataforma digital pública com o intuito de permitir o registo de observações por parte dos cidadãos, a fim de arrecadar mais contribuições para o estudo.
“No caso particular da Serra da Lousã, e apesar desta zona já ter sido afetada por incêndios anteriormente, este ano, a área ardida é bastante extensa, o que implica um reforço na monitorização”, explica Joana Alves, investigadora do Centro de Ecologia Funcional (CFE, na sigla em inglês) e responsável pelo projeto. “Vamos alargar a área de monitorização, englobando tanto as áreas afetadas pelos incêndios, como as não ardidas, no sentido de perceber as consequências deste fenómeno no comportamento e movimentação dos cervídeos presentes na serra”, adiciona.
Os investigadores estão ainda contar recorrer a pontos de observação, câmaras de fotoarmadilhagem e gravadores de áudio distribuídos por várias zonas da serra. Em comunicado à imprensa, a equipa garante que esta estratégia vai permitir perceber se os animais estão a regressar às áreas ardidas ou se estão a movimentar-se para outros territórios.
O estudo é desenvolvido por investigadores do CFE e do Departamento de Ciências da Vida da FCTUC, e integrado na iniciativa “Memórias de Floresta” do grupo História, Territórios e Comunidades (Pólo do CFE na Nova FCSH). A pesquisa coincide com a altura da brama do veado (época reprodutiva), onde a equipa regista os sons dos animais para analisar o comportamento da espécie, a intensidade das vocalizações e os efeitos da pressão humana sobre a reprodução.
Joana Alves revela que, até ao momento, “foi possível concluir que os veados vocalizam menos em zonas ruidosas e próximas de parques eólicos, sobretudo aos fins de semana, quando há mais atividade humana”, ou seja, “o ruído provocado pelo ser humano pode perturbar a comunicação da espécie e o seu sucesso reprodutivo”.
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