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ISQ integra projeto europeu de 10 milhões de euros para transformar resíduos industriais em materiais circulares
O ICARUS junta 18 entidades de sete países, sob a liderança da multinacional espanhola ACCIONA, com o objetivo de transformar resíduos em novos recursos circulares para setores intensivos como o da construção e o aço.
12 Ago 2025 - 06:43
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Foto Adobe stockSutthiphong
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O ISQ é um dos parceiros do projeto europeu ICARUS, uma iniciativa revolucionária que pretende dar uma nova vida a resíduos industriais e acelerar a transição verde e digital da indústria europeia.
Financiado em cerca de 10 milhões de euros pela União Europeia ao abrigo do programa Horizon Europe, o ICARUS junta 18 entidades de 7 países, sob a liderança da multinacional espanhola ACCIONA, com o objetivo de transformar resíduos em novos recursos circulares para setores intensivos como o da construção e o aço.
“O projeto responde a necessidades concretas de mercado, promovendo a sustentabilidade em dois sentidos: por um lado, ao disponibilizar novos materiais circulares para setores intensivos em recursos como a construção e o aço; por outro, ao apoiar a valorização de resíduos gerados por indústrias como a refinação de lítio, siderurgia e produção de produtos de higiene absorventes. Esta abordagem permite reduzir a dependência de matérias-primas virgens e minimizar os impactos ambientais associados à gestão de resíduos”, explica o ISQ em comunicado.
O ICARUS irá demonstrar tecnologias inovadoras para o reaproveitamento de três fluxos de resíduos: escórias siderúrgicas, celulose proveniente de produtos de higiene absorventes e resíduos da extração e refinação de lítio. Estes materiais serão transformados em componentes funcionais ou materiais de base para aplicações na construção e cerâmica.
“O papel do ISQ é crucial: lidera o desenvolvimento do Passaporte Digital do Produto, alinhado com o novo Regulamento Europeu de Conceção Ecológica para Produtos Sustentáveis, e contribui com soluções para novos modelos de negócio circulares, estratégias de formação e avaliação de ciclo de vida dos materiais e processos criados”, sublinha Cristina Ascenço, gestora do projeto no ISQ.
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