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BEI duplica investimento em resiliência climática para 30 mil ME até 2030
O Plano de Adaptação do Banco Europeu de Investimento prevê investimentos em sistemas de abastecimento de água, infraestruturas energéticas, edifícios públicos e agricultura resiliente.
22 Out 2026 - 17:46
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Foto Banco Europeu de Investimento
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Foto Banco Europeu de Investimento
O Grupo do Banco Europeu de Investimento (BEI) anunciou nesta quinta-feira que prevê disponibilizar pelo menos 30 mil milhões de euros para a adaptação às alterações climáticas até 2030, o dobro do montante disponibilizado nos cinco anos anteriores.
Segundo o BEI, este financiamento pretende ajudar a Europa a enfrentar os impactos das alterações climáticas, nomeadamente ondas de calor, secas, incêndios florestais e inundações.
“A adaptação às alterações climáticas é uma decisão óbvia”, afirma a presidente do Grupo BEI, Nadia Calviño. “Cada euro investido na prevenção e na adaptação às alterações climáticas permite poupar 10 euros em danos e reparações”, acrescenta.
O Plano de Adaptação – Fase 2, para o período de 2026 a 2030, prevê combinar financiamento, garantias e assistência técnica para acelerar investimentos destinados a prevenir os impactos de fenómenos climáticos extremos, como ondas de calor, secas, incêndios florestais e inundações.
O plano prevê investimentos em sistemas de abastecimento de água, infraestruturas energéticas, edifícios públicos e agricultura resiliente, incluindo soluções para melhorar a eficiência da rega, armazenar e reutilizar água e recuperar zonas húmidas, florestas e planícies aluviais, segundo comunicado do BEI, consultado pelo Jornal PT Green.
O Grupo BEI pretende ainda facilitar o acesso das empresas ao financiamento para a adaptação climática, em particular das de menor dimensão, e apoiar o desenvolvimento de tecnologias europeias, como sistemas de arrefecimento, soluções energéticas resilientes e tecnologias de poupança de água.
Neste sentido, vai disponibilizar o ClimateSET, uma ferramenta digital de acesso aberto desenvolvida com o Serviço de Alterações Climáticas do Copernicus, destinada a ajudar empresas, autoridades públicas e instituições financeiras a identificar riscos climáticos e medidas de adaptação adequadas.
Fora da União Europeia, o plano prevê ainda reforçar o apoio aos países mais vulneráveis às alterações climáticas, nomeadamente através de projetos de gestão da água, proteção costeira, sistemas de alerta precoce e transportes resilientes.
Além do plano de adaptação, os conselhos de administração do BEI e do Fundo Europeu de Investimento aprovaram 11,8 mil milhões de euros para novos financiamentos, dos quais 5,5 mil milhões se destinam a reforçar a autonomia energética europeia.
Este financiamento abrange projetos de infraestruturas energéticas em França, Alemanha, Hungria e Itália, energias renováveis na Áustria, nos Países Baixos e na Roménia, e eficiência energética em Espanha e na Suécia.
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