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Lucros da TotalEnergies aumentaram 75% para 18.400 milhões de euros até setembro
Segundo a petrolífera francesa, a progressão foi mais acentuada no negócio de refinação e químico, com 7.000 milhões de dólares.
29 Out 2026 - 13:48
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Foto Site da TotalEnergies
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Foto Site da TotalEnergies
A TotalEnergies obteve um lucro de 20.500 milhões de dólares (mais de 18.400 milhões de euros) nos primeiros nove meses, mais 75% que no mesmo período de 2025, foi hoje anunciado.
Num contexto de preços elevados dos hidrocarbonetos e das margens de refinação, a petrolífera francesa anunciou hoje num comunicado que o resultado líquido ajustado dos setores de atividade deu um salto homólogo de 65% para 22.883 milhões de dólares.
A progressão foi mais acentuada no negócio de refinação e químico, com 7.000 milhões de dólares, valor que se multiplicou cinco vezes em relação ao conseguido entre janeiro e setembro de 2025.
No entanto, a principal fonte de lucros continuou a ser, como é habitual, a atividade de exploração e produção de hidrocarbonetos, que gerou um resultado operacional de 8.964 milhões de dólares, um aumento de 36%.
A divisão de gás natural liquefeito contribuiu com 4.010 milhões de dólares para o resultado, um aumento de 26%, enquanto o negócio elétrico representou 1.680 milhões, com um aumento de 2%, e o de marketing e serviços 1.229 milhões, com um aumento de 19%.
Nos primeiros nove meses do ano, a TotalEnergies teve uma produção de hidrocarbonetos equivalente a 2,474 milhões de barris diários, menos 2% (1,342 milhões de barris de petróleo e 1,132 milhões de gás), mas o preço de venda foi muito superior.
No caso do petróleo, a cotação média do barril de Brent (que serve de referência na Europa) entre janeiro e setembro foi de 93,9 dólares, um aumento de 32% que se explica essencialmente pelo efeito da guerra no Irão.
A rentabilidade dos capitais próprios da TotalEnergies em termos homólogos até 30 de setembro foi de 19,6%, mais sete décimas do que o nível registado até 30 de junho.
O grupo francês prevê aumentar sua produção no quarto trimestre em mais de 3% em relação ao mesmo período do ano passado e precisou que o impacto da guerra no Médio Oriente na sua atividade é menor do que no terceiro trimestre.
Em concreto, representa menos de 5% da sua produção total, e tem a ver sobretudo com as limitações para extrair gás natural liquefeito (GNL) pelo estreito de Ormuz.
Os preços, por sua vez, estão em alta tanto no caso do petróleo (acima de 100 dólares o barril), como no caso do gás destinado ao mercado europeu, com a perspetiva da procura de inverno e dada a continuidade do conflito.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
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