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Exportações de tecnologias limpas da China podem evitar 450 milhões de toneladas de CO₂ em 2026
As exportações chinesas de veículos elétricos e pesados aumentaram 61% nos primeiros nove meses do ano, face ao mesmo período no ano anterior. Seguiram-se as turbinas eólicas e as baterias.
29 Out 2026 - 12:35
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As exportações de tecnologias limpas vindas da China, como painéis solares, turbina eólicas e baterias, em 2026, poderão evitar a emissão de cerca de 450 milhões de toneladas de CO₂, um valor equivalente às emissões anuais do Brasil, segundo uma análise publicada nesta quinta-feira pelo Centre for Research on Energy and Clean Air.
O estudo prevê que as emissões evitadas através das exportações chinesas correspondam a cerca de 2% das emissões anuais mundiais fora da China. Nos primeiros três trimestres de 2026, o impacto destas tecnologias na redução das emissões aumentou 26% em termos homólogos, depois de ter registado um crescimento de 36% em 2025.
Segundo a análise, as exportações chinesas de automóveis elétricos e veículos pesados aumentaram 61% nos primeiros nove meses do ano, face ao mesmo período no ano anterior. Seguiram-se as turbinas eólicas, com um crescimento de 45%, as baterias (39%), os equipamentos solares (22%) e os veículos elétricos de duas rodas (21%).
Ao longo da vida útil dos equipamentos exportados em 2026, as emissões evitadas poderão atingir 8,4 mil milhões de toneladas de CO₂, um valor equivalente às emissões anuais conjuntas dos Estados Unidos e da Índia, provenientes do consumo de combustíveis fósseis.
Esta estimativa representa um aumento de cerca de 25% face aos 6,8 mil milhões de toneladas de CO₂ associados às exportações de 2025 e de, aproximadamente, 67% em relação aos cinco mil milhões de toneladas estimados para 2024.
No que diz respeito aos equipamentos solares e eólicos, as exportações chinesas realizadas este ano devem permitir produzir, anualmente, uma quantidade de eletricidade equivalente à gerada por cerca de 100 centrais a carvão.
Embora a maior parte das exportações chinesas de tecnologias limpas tenha tido como destino os países do Norte Global nos primeiros três trimestres de 2026, cerca de 76% das emissões evitadas ao longo da vida útil dos equipamentos deverão concentrar-se no Sul Global.
A análise conclui ainda que os benefícios climáticos destas tecnologias superam as emissões associadas ao seu fabrico na China. Segundo as estimativas apresentadas no estudo, são necessários cerca de seis meses de utilização para compensar as emissões geradas durante a produção dos equipamentos.
Por outro lado, o número de projetos de energia limpa desenvolvidos por empresas chinesas noutros países duplicou entre 2022 e 2025. No entanto, o contributo destes investimentos para a redução das emissões continua a ser reduzido quando comparado com o impacto das exportações de equipamentos
A poucos dias da COP31, a China tem criticado as tarifas aduaneiras aplicadas às tecnologias limpas, considerando-as “um obstáculo à ação climática”, e comprometeu-se a contestar estas medidas durante a conferência, segundo a agência Reuters.
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