2 min leitura
Maior empresa mundial de energia eólica offshore imputa prejuízos trimestrais a impactos da administração Trump
Gigante dinamarquesa da energia eólica offshore foi afetada por tarifas, suspensão de projetos e queda acentuada das ações.
05 Nov 2025 - 10:57
2 min leitura
- Hibridização, a peça-chave para o futuro das centrais fotovoltaicas em Portugal
- Carros elétricos abaixo dos 20 mil euros estão a redefinir mercado global e a pôr indústria europeia em risco
- Mais de 70% das cheias na Europa combinam múltiplos riscos climáticos
- Financiamento climático bateu recorde de 136,7 mil milhões de dólares em 2024
- Agência Internacional de Energia reforça monitorização das políticas energéticas ligada à guerra no Irão
- CE promove energia nuclear como “mais segura do que muitas outras fontes energéticas”
A Orsted, maior empresa mundial de energia eólica offshore, registou um prejuízo líquido de 1,70 mil milhões de coroas dinamarquesas (cerca de 228 milhões de euros) no terceiro trimestre, após ser afetada pelas políticas comerciais e pela resistência à energia renovável nos Estados Unidos sob a administração de Donald Trump.
As ações da Orsted caíram 85% desde o pico de 2021, penalizadas pelo aumento dos custos, perturbações nas cadeias de abastecimento e pelas dificuldades nos EUA, onde o governo Trump suspendeu novos licenciamentos e interrompeu vários projetos em curso.
A empresa registou perdas por imparidade de 1,8 mil milhões de coroas dinamarquesas (cerca de 241 milhões de euros) no trimestre.
“A evolução negativa foi impulsionada pelo aumento das tarifas nos EUA e pelo impacto da suspensão do projeto Revolution Wind, parcialmente compensado pela descida das taxas de juro”, afirmou a empresa num comunicado ao qual a Reuters teve acesso.
O prejuízo líquido entre julho e setembro foi inferior à média esperada pelos analistas, que apontava para um défice de 1,95 mil milhões de coroas (cerca de 262 milhões de euros), mas muito abaixo do lucro de 5,17 mil milhões de coroas (cerca de 694 milhões de euros) registado no mesmo período do ano anterior.
O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), excluindo novas parcerias e taxas de cancelamento, foi de 3,06 mil milhões de coroas (cerca de 411 milhões de euros), ficando aquém da previsão média de 4,0 mil milhões (cerca de 537 milhões de euros), assinala a agência noticiosa.
- Hibridização, a peça-chave para o futuro das centrais fotovoltaicas em Portugal
- Carros elétricos abaixo dos 20 mil euros estão a redefinir mercado global e a pôr indústria europeia em risco
- Mais de 70% das cheias na Europa combinam múltiplos riscos climáticos
- Financiamento climático bateu recorde de 136,7 mil milhões de dólares em 2024
- Agência Internacional de Energia reforça monitorização das políticas energéticas ligada à guerra no Irão
- CE promove energia nuclear como “mais segura do que muitas outras fontes energéticas”