4 min leitura
Maioria dos votantes dos EUA consideram que aquecimento global está a afetar custo de vida no país
Novo estudo da Universidade de Yale apura que, contrariamente às políticas de Donald Trump, 61% dos eleitores consideram que o desenvolvimento de fontes de energia limpa deveria ser uma prioridade elevada ou muito elevada para o presidente.
31 Dez 2025 - 12:02
4 min leitura
Foto: Freepik
- Aterro de Vila Real retoma atividade e receção de resíduos urbanos nesta sexta-feira
- Bruxelas abre investigação a apoio estatal romeno para central nuclear
- Portugal entre os países com mais plástico da pesca no mercado europeu
- Seguradores já pagaram 359 milhões de euros em indemnizações pelo mau tempo
- Powerdot e Uber firmam parceria para reduzir custos de carregamento de motoristas elétricos na Europa
- ERSE debate armazenamento de energia e desafios regulatórios
Foto: Freepik
Cerca de 65% dos eleitores registados nos EUA consideram que o aquecimento global está a afetar o custo de vida nos Estados Unidos e apoiam medidas governamentais para combater as alterações climáticas, refere um novo estudo levado a cabo pela Universidade de Yale e pela Universidade George Mason, com base numa amostra representativa da população adulta do país.
Além disso, 59% dizem preferir votar em candidatos que defendam ações contra as alterações climáticas, embora apenas 1% considere este o tema mais importante na decisão de voto.
Contudo, a necessidade de mais informação é detetada quando 41% dizem que gostariam de ouvir os candidatos políticos falar mais frequentemente sobre esforços para reduzir o aquecimento global.
O estudo, que descreve a forma como os eleitores registados encaram uma variedade de políticas internas relacionadas com o clima e a energia, apurou ainda que contrariamente às políticas de Donald Trump, que rejeita as políticas verdes e voltou a apostar no desenvolvimento de combustíveis fosseis, 61% dos eleitores consideram que o desenvolvimento de fontes de energia limpa deveria ser uma prioridade elevada ou muito elevada para o presidente e o Congresso.
Na realidade, a maioria dos eleitores registados apoia uma série de políticas para reduzir a poluição por carbono e promover a energia limpa, incluindo, o financiamento federal para práticas agrícolas que armazenem carbono (87%), o aumento do investimento em energias renováveis (77%) e a regulamentação do dióxido de carbono como poluente (74%).
A transição energética também acolhe apoio maioritário: 66% defendem que os EUA avancem para uma economia baseada em 100% de energia limpa até 2050.
Por outro lado, 49% apoiam a expansão da exploração offshore de petróleo e gás natural ao largo da costa dos EUA e 45% apoiam a perfuração e extração de combustíveis fósseis em terrenos públicos nos EUA. Já no que respeita à perfuração de petróleo no Refúgio Nacional de Vida Selvagem do Ártico, a percentagem de apoiantes desce para 33%.
O estudo deteta também que muitos eleitores registados apoiam a construção de infraestruturas de energia limpa na sua área local, nomeadamente centrais solares (57%) e parques eólicos (53%). Mas no que toca a centrais nucleares, apesar de esta ser também uma aposta da Administração Trump, apenas 36% da amostra concorda com a instalação na sua área local.
No que toca à eliminação de programas relacionados com o aquecimento global, a maioria está em desacordo com essa medida. Ou seja, 79% dos eleitores registados opõem-se à eliminação da Agência Federal de Gestão de Emergências; 77% opõem-se a ordenar que todas as agências federais deixem de fornecer informação sobre o aquecimento global ao público; e 77% opõem-se a ordenar que todas as agências federais deixem de realizar investigação sobre o aquecimento global. Também 65% opõem-se à proibição da construção de novos parques eólicos offshore.
De salientar ainda que a maioria dos eleitores gostariam de ver os EUA dentro do Acordo de Paris. A análise apurou que 77% dos eleitores registados apoiam a participação dos EUA no Acordo Climático de Paris e 64% opõem-se à decisão do Presidente Trump de retirar os EUA deste acordo.
Por fim, os eleitores gostariam de ver mais atores envolvidos no combate ao aquecimento global, nomeadamente, empresas e indústria (67%), Partido Republicano (60%), Congresso dos EUA (60%), Presidente Trump (60%), os próprios cidadãos (58%), autarcas e governos locais (54%), Partido Democrata (53%), o seu governador (52%) e os meios de comunicação social (51%). E 45% dizem que eles próprios deveriam fazer mais.
- Aterro de Vila Real retoma atividade e receção de resíduos urbanos nesta sexta-feira
- Bruxelas abre investigação a apoio estatal romeno para central nuclear
- Portugal entre os países com mais plástico da pesca no mercado europeu
- Seguradores já pagaram 359 milhões de euros em indemnizações pelo mau tempo
- Powerdot e Uber firmam parceria para reduzir custos de carregamento de motoristas elétricos na Europa
- ERSE debate armazenamento de energia e desafios regulatórios