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Mais de 90% das novas centrais renováveis já produzem eletricidade a custo inferior ao dos combustíveis fósseis
Relatório da IRENA revela que as energias renováveis são a opção mais económica para produção elétrica. Desde 2010, o custo da energia solar fotovoltaica de escala industrial caiu 89%.
06 Jul 2026 - 17:01
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Foto: Magnific
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Mais de 90% da capacidade renovável de grande escala instalada em 2025 produziu eletricidade a um custo inferior ao da alternativa fóssil mais barata, segundo a Agência Internacional para as Energias Renováveis (IRENA). Em contraste, os custos da produção elétrica a partir de gás natural pioraram significativamente. Por exemplo, a escassez de turbinas a gás quase duplicou o custo de capital de novas centrais a gás de ciclo combinado nos Estados Unidos, apurou a análise global.
A IRENA indica que, depois de mais de uma década de quedas acentuadas, os custos da energia renovável estão a estabilizar. Nomeadamente, em 2025, a energia solar fotovoltaica manteve-se ao nível de 2024, nos 38 €/MWh, enquanto a eólica continuou a melhorar, ou seja, a eólica onshore desceu para 29 €/MWh e a eólica offshore para 68 €/MWh.
Nos 20 maiores mercados de energia renovável do mundo, que representam quase 80% da geração renovável global, a eletricidade renovável evitou aproximadamente 330 mil milhões de euros em compras de combustíveis fósseis.
De forma distribuída, a China conseguiu evitar gastar 155 mil milhões de euros em combustíveis fósseis, os EUA 31 mil milhões de euros e o Brasil 28 mil milhões de euros.
Segue-se a India e a Alemanha, ambos os países com 16 mil milhões de euros poupados, e o Japão, com 13 mil milhões de euros.
Queda de custos desde 2010
Desde 2010, o custo da energia solar fotovoltaica de escala industrial caiu 89%, a energia solar concentrada 72%, a eólica onshore 71% e a eólica offshore 63%, impulsionadas sobretudo pela rápida expansão da capacidade de fabrico, em particular na China.
No entanto, já há sinais de abrandamento, com o ritmo de descida a moderar-se. O estudo da IRENA indica que o investimento global no fabrico de tecnologia limpa caiu de um pico trimestral de 61 mil milhões de euros em 2023 para cerca de 31 mil milhões de euros no final de 2025.
Ao mesmo tempo, o setor de fabrico renovável chinês está em reestruturação, e o aumento dos preços das matérias-primas, dos componentes e novas políticas comerciais e tarifárias globais deverão pressionar em alta os custos dos projetos renováveis a curto prazo. Ainda assim, a IRENA projeta que os custos da produção de energia renovável continuem a descer até 2035, embora a um ritmo mais lento do que na última década.
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