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Mercado Voluntário de Carbono alarga projetos florestais

Duas novas metodologias juntam-se à de Novas Florestações, aumentando as oportunidades para projetos de sequestro de carbono em Portugal. Carbono azul e pradarias marinhas vão seguir-se,

06 Out 2026 - 07:45

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Foto Freepik

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O Mercado Voluntário de Carbono (MVC) passa a contar com três metodologias para projetos florestais, abrindo novas oportunidades à mobilização de investimento privado para o sequestro de carbono e a gestão sustentável da floresta.

Foram aprovadas duas novas metodologias de carbono dedicadas à Reflorestação e à Gestão Florestal Melhorada, que se juntam à metodologia já existente para Novas Florestações.

As novas metodologias permitem abranger um conjunto mais diversificado de intervenções florestais, reforçam o potencial de geração de créditos de carbono em Portugal e incentivam práticas de gestão sustentável com benefícios climáticos, ambientais e territoriais.

“Estamos a criar condições para que mais proprietários, entidades e empresas possam investir na floresta e na ação climática. Ao alargar as metodologias disponíveis, reforçamos a credibilidade e a capacidade de crescimento do Mercado Voluntário de Carbono e mobilizamos financiamento privado para projetos que contribuem simultaneamente para a neutralidade carbónica, a valorização do território e a resiliência das nossas florestas”, afirma a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, numa nota enviada às redações.

Atualmente, o MVC conta com dois projetos registados na tipologia de Novas Florestações e um terceiro projeto está em fase de validação inicial. Estão ainda disponíveis 977 créditos de carbono para venda, a plataforma conta com 29 utilizadores registados e existem 10 verificadores qualificados para assegurar a validação inicial e a verificação periódica dos projetos, segundo o ministério.

“O Mercado Voluntário de Carbono está a ganhar escala e maturidade. Depois das metodologias florestais, estamos já a trabalhar em novas abordagens para valorizar o carbono azul e as pradarias marinhas, para colocar também os ecossistemas costeiros no centro da ação climática e da valorização do capital natural”, acrescenta a ministra.

 

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