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Repsol e Sylvestris registam novo projeto florestal no Mercado Voluntário de Carbono nacional

O projeto de florestação e sequestro de carbono de Barranco de Madriros ocupa uma área de 13,28 hectares e prevê a remoção de cerca de 1.911 toneladas de CO₂ equivalente ao longo de 40 anos.

14 Set 2026 - 17:38

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Foto: Freepik

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A Fundação Repsol e o Grupo Sylvestris lançaram um novo projeto de florestação e sequestro de carbono em Barranco de Madriros, no concelho de Monchique, distrito de Faro. Este é o segundo projeto da parceria entre os dois grupos a ser registado na plataforma do Mercado Voluntário de Carbono português.

O projeto de florestação e sequestro de carbono de Barranco de Madriros ocupa uma área de 13,28 hectares e prevê a remoção de cerca de 1.911 toneladas de CO₂ equivalente ao longo de 40 anos, correspondendo a uma média de 144 toneladas por hectare.

Segundo as empresas, a estimativa inicial dos créditos de carbono foi calculada com base na metodologia MVC1, seguindo critérios técnicos de prudência, adicionalidade e permanência. O carbono removido deverá permanecer armazenado de forma segura durante, pelo menos, quatro décadas.

Esta iniciativa insere-se no novo enquadramento jurídico do Mercado Voluntário de Carbono em Portugal, “que marca uma nova fase para o desenvolvimento deste tipo de projetos no país”. 

Neste sentido, o registo de Barranco de Madriros reforça, assim, o posicionamento da Fundação Repsol e do Grupo Sylvestris como entidades pioneiras num mercado em desenvolvimento.

Além da captura de carbono, o projeto pretende ter uma dimensão territorial, ao transformar terrenos não arborizados em novas manchas florestais e, assim, gerar benefícios associados à proteção do solo contra a erosão, ao reforço da resiliência da paisagem e à redução do risco de incêndios florestais numa zona considerada vulnerável.

A intervenção assenta em espécies como o pinheiro-bravo e o medronheiro, combinando restauro florestal, sequestro de carbono e estabilização do solo.

Para a Fundação Repsol e para o Grupo Sylvestris, o “projeto de Monchique reforça ainda uma das ideias centrais do Motor Verde +Floresta: o restauro florestal vai além do carbono”. 

Além disso, acreditam que a intervenção contribui também para a biodiversidade, para a proteção do solo e da água, para a valorização da paisagem e para a resiliência dos territórios, podendo criar condições para dinamizar a atividade económica local em zonas rurais. 

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