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Portugal entre os sete mercados mais avançados na adoção de veículos elétricos
A Europa e a Ásia mantêm-se na liderança da evolução relativa à integração de elétricos, enquanto mercados como a América do Norte e o Japão registaram um abrandamento da adoção. Portugal assume a sétima posição entre os 34 mercados analisados.
14 Set 2026 - 16:35
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Portugal é o sétimo mercado mais avançado na adoção de veículos elétricos entre os 34 analisados pela consultora global Roland Berger. Atualmente, os veículos limpos representam 35% das vendas de automóveis e comerciais ligeiros novos no país, segundo o EV Charging Index 2026, da consultora.
Segundo o relatório, a transição para a mobilidade elétrica continua a acelerar, embora a ritmos diferentes entre regiões. A Europa e a Ásia mantêm-se na liderança desta evolução, enquanto mercados como a América do Norte e o Japão registaram um abrandamento da adoção.
Assim, as vendas de veículos elétricos cresceram mais de 20% no último ano, para mais de 21 milhões de unidades, representando já um em cada quatro veículos novos vendidos. Em 2025, o parque mundial de veículos elétricos ultrapassou os 73 milhões de unidades, correspondendo a mais de 5% dos automóveis e veículos comerciais ligeiros em circulação nos mercados analisados.
“Portugal já está entre os mercados mais avançados na adoção da mobilidade elétrica, com níveis de penetração superiores aos de várias economias europeias de maior dimensão. À medida que a eletrificação ganha escala, o principal desafio passa a ser o de garantir que a infraestrutura acompanha esse crescimento”, afirma Pedro Galhardas, Managing Partner da Roland Berger Portugal, em comunicado enviado ao Jornal PT Green.
“A expansão do carregamento rápido e ultrarrápido será determinante para sustentar o desenvolvimento do mercado nos próximos ano”, acrescenta.
O relatório mostrou ainda que rede pública de carregamento continuou a expandir-se em 2025, atingindo 6,4 milhões de pontos de carregamento públicos nos mercados analisados. No entanto, foram instalados cerca de 1,1 milhões de novos pontos, abaixo dos cerca de 1,3 milhões registados em cada um dos dois anos anteriores.
Segundo o estudo, esta desaceleração reflete sobretudo a maturidade crescente dos mercados mais desenvolvidos e não um abrandamento da mobilidade elétrica.
Simultaneamente, a evolução da infraestrutura está a concentrar-se cada vez mais na velocidade de carregamento. A proporção de carregadores rápidos continua a aumentar em todas as regiões analisadas e, na China, estes já representam quase metade da rede pública.
Na Europa, mais de metade dos carregadores rápidos são atualmente ultrarrápidos, um valor que duplicou nos últimos cinco anos.
De acordo com o relatório, 47% dos condutores indicam os tempos de carregamento e a potência disponível como os aspetos menos satisfatórios da experiência de carregamento público, enquanto 45% consideram que a infraestrutura pública disponível ainda é insuficiente.
A China atingiu, em 2025, uma taxa de penetração de 50% nas vendas de veículos elétricos novos, colocando-se entre os mercados mais avançados do mundo na adoção da mobilidade elétrica.
O relatório identifica os fabricantes chineses como um dos principais fatores de transformação do setor, destacando o impacto na redução dos custos dos veículos elétricos, na expansão para novos mercados e na alteração da dinâmica competitiva em regiões como a Europa, o Sudeste Asiático e a Turquia.
A China foi ainda responsável por cerca de nove em cada dez vendas de veículos elétricos registadas na região Ásia-Pacífico em 2025.
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