3 min leitura
Falta de carregadores e preço da eletricidade travam transição para veículos elétricos na Europa
Apesar do crescimento, a rede “continua aquém das necessidades previstas". A UE dispõe atualmente de cerca de 1,2 milhões de pontos de carregamento, enquanto a meta da Comissão Europeia para 2030 é chegar aos 3,5 milhões.
12 Set 2026 - 10:36
3 min leitura
Foto: Freepik
- Falta de carregadores e preço da eletricidade travam transição para veículos elétricos na Europa
- SpainDC contesta novas regras para centros de dados e admite recurso aos tribunais em Espanha
- Concorrência dá ‘luz verde’ à compra de empresa dos resíduos RDUZ pela Puro Planet
- Comissão Europeia conclui que metas de reciclagem de baterias continuam adequadas
- Bruxelas quer tornar mais coordenado o planeamento das redes energéticas transfronteiriças
- Quercus critica falta de transparência do Governo na remodelação da APA e do ICNF
Foto: Freepik
A transição para os veículos elétricos na Europa continua a avançar, mas a infraestrutura de carregamento e os custos elevados da eletricidade continuam a dificultar a eletrificação em larga escala, segundo o relatório trimestral da Transport & Mobility Leuven (TML, na sigla inglesa) relativo ao segundo trimestre de 2026.
A capacidade total de carregamento público na União Europeia atingiu 41,6 GW em junho, mais 29% do que no mesmo período de 2025. O número de postos de carregamento públicos também aumentou 21% em termos homólogos, para uma estimativa de 195 082 em maio.
Apesar do crescimento, a rede “continua aquém das necessidades previstas”, segundo o relatório. A UE dispõe atualmente de cerca de 1,2 milhões de pontos de carregamento, enquanto a meta da Comissão Europeia para 2030 é chegar aos 3,5 milhões.
Países como Itália, Chéquia, Polónia, Espanha, Grécia e Bulgária apresentam os maiores défices quando comparado o número de postos de carregamento para veículos elétricos com o de postos de abastecimento convencionais, de acordo com comunicado da ACEA.
O relatório mostra ainda que os veículos elétricos a bateria (BEV) tornaram-se mais competitivos em termos de custos quando utilizados exclusivamente com carregamento rápido público, face ao segundo trimestre de 2025.
No entanto, a TML alerta que esta melhoria “não resulta de uma redução estrutural dos custos da eletricidade ou do carregamento”.O principal fator identificado foi o aumento de 17% dos preços da gasolina, relacionado com o conflito do Médio Oriente, em termos homólogos, que melhorou a posição relativa dos veículos elétricos.
Os custos de carregamento continuam, ainda assim, a variar significativamente consoante o local e a forma de carregamento. Em todos os países analisados, o carregamento público é mais caro do que o carregamento doméstico, sendo os carregamentos rápidos particularmente dispendiosos. Os consumidores sem acesso a carregamento privado enfrentam, por isso, “uma desvantagem significativa nos custos”.
A competitividade da indústria europeia está também a ser afetada pelos preços da eletricidade. Embora a diferença face ao primeiro semestre de 2025 tenha diminuído, os preços da eletricidade para a indústria na UE continuam quase duas vezes acima dos praticados na China e cerca de 2,5 vezes superiores aos dos Estados Unidos.
“A infraestrutura de carregamento continua a ser insuficiente e distribuída de forma desigual, os custos da eletricidade permanecem elevados e a economia da eletrificação continua a depender fortemente do local onde os consumidores vivem e da forma como carregam os seus veículos”, conclui o relatório.
- Falta de carregadores e preço da eletricidade travam transição para veículos elétricos na Europa
- SpainDC contesta novas regras para centros de dados e admite recurso aos tribunais em Espanha
- Concorrência dá ‘luz verde’ à compra de empresa dos resíduos RDUZ pela Puro Planet
- Comissão Europeia conclui que metas de reciclagem de baterias continuam adequadas
- Bruxelas quer tornar mais coordenado o planeamento das redes energéticas transfronteiriças
- Quercus critica falta de transparência do Governo na remodelação da APA e do ICNF