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Registado primeiro projeto na plataforma portuguesa do Mercado Voluntário de Carbono
O novo projeto do Grupo Sylvestris e da Fundação Repsol ocupa uma área de 18,83 hectares e prevê uma estimativa de 2.976 toneladas de CO₂ equivalente. Iniciativa pretende ainda transformar terrenos não arborizados em novas manchas florestais.
01 Jun 2026 - 15:13
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Foto: Fundação Repsol
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Foto: Fundação Repsol
O Grupo Sylvestris e a Fundação Repsol impulsionam o projeto de florestação e sequestro de carbono de Charneca e Ferreirinhos, no concelho de Sabugal, distrito da Guarda. Segundo as entidades, trata-se do primeiro projeto registado e validado na plataforma do Mercado Voluntário de Carbono português.
O novo projeto ocupa uma área de 18,83 hectares e prevê uma estimativa de 2.976 toneladas de CO₂ equivalente, acumuladas ao longo de 40 anos, com uma média de 158 tCO2e por hectare, revelaram as empresas em comunicado. A fase de implementação terminou em 2025, e a permanência das remoções de carbono é garantida através de um compromisso contratual de 40 anos e da adesão à correspondente bolsa de garantia.
Os cálculos prospetivos dos créditos de carbono do projeto foram realizados ao abrigo da metodologia MVC1 (metodologia de novas florestações) e, segundo os promotores, foram desenvolvidos com “um nível de exigência e rigor técnico especialmente elevado, com o objetivo de disponibilizar uma estimativa sólida e prudente”.
Esta iniciativa enquadra-se no novo regime jurídico do mercado voluntário de carbono em Portugal, divulgado em outubro de 2025. Neste contexto, Grupo Sylvestris e a Fundação Repsol consideram que o registo de Charneca e Ferreirinhos os coloca “numa posição pioneira, num mercado que começa a estruturar-se com projetos florestais sujeitos a critérios de adicionalidade, monitorização e permanência”.
O mercado voluntário de carbono português é um sistema onde pessoas ou organizações podem comprar e vender créditos de carbono, de forma voluntária, permitindo gerar incentivos económicos para alavancar a concretização de projetos de redução de emissões de gases com efeito de estufa ou de sequestro de carbono.
Além da captura de carbono, o novo projeto pretende ainda transformar terrenos não arborizados em novas manchas florestais e assim gerar benefícios associados à proteção do solo face à erosão, ao aumento da resiliência da paisagem e à redução do risco de incêndios florestais numa zona considerada vulnerável, lê-se em comunicado. As novas florestações deverão contar com espécies como pinheiros-bravos e carvalhos-negrais, com o objetivo principal de alcançar restauro florestal, captura de carbono e estabilidade do solo.
Segundo comunicado, este projeto concretiza-se através do projeto Motor Verde +Floresta, um projeto de reflorestação em larga escala, impulsionado em parceria com a Fundação Repsol, através de uma estratégia centrada no restauro florestal, no impacto territorial, e em soluções para empresas.
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