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Metade das habitações expostas ao mau tempo não tinha seguro com cobertura de tempestades
Presidente da ASF revela que as perdas seguradas podem atingir os 600 milhões de euros, sendo 40% relativos a habitação, 24% a comércio e 36% a indústria.
19 Fev 2026 - 09:45
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Foto: Município de Marinha Grande / Facebook
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Foto: Município de Marinha Grande / Facebook
O presidente da ASF disse nesta quarta-feira que 49% das casas expostas nos concelhos afetados pelo mau tempo não tinham seguro com cobertura de tempestades ou inundações e que já foram participados 114 mil sinistros, com 42 milhões de euros pagos.
Numa audição da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) no âmbito dos requerimentos apresentados pelo Chega e pelo PS no contexto de intempéries, tempestades, nomeadamente da recente depressão Kristin, Gabriel Bernardino indicou que “cerca de 49% das habitações expostas nos concelhos em estado de calamidade não tinham seguro com cobertura de tempestades e/ou inundações”.
Além disso, o responsável adiantou que, segundo cálculos de resseguradores internacionais, as perdas seguradas podem atingir os 600 milhões de euros, sendo 40% relativos a habitação, 24% a comércio e 36% a indústria.
Segundo o presidente da ASF, foram participados aproximadamente 114 mil sinistros até esta terça-feira, relativamente aos quais já foram pagos pelo setor segurador cerca de 42 milhões de euros.
“O setor assumiu o compromisso com o Governo de ter 80% das peritagens efetuadas nos 15 dias após a participação do sinistro”, disse, acrescentando que estão cerca de 900 peritos no terreno.
Gabriel Bernardino salientou ainda que os dados recolhidos pela ASF relativos à peritagem dos sinistros participados diariamente desde o início da tempestade “mostram que 87% dos sinistros foram objeto de peritagem em menos de 15 dias após a data da participação”, sendo que cerca de 20 mil sinistros já foram regularizados ou objeto de adiantamento por parte das empresas de seguros.
Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.
A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou em 15 de fevereiro.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
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