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Ministra do Ambiente apela ao uso de água apenas quando “é mesmo essencial para a saúde e dia a dia”
Além de alertar para o "uso excessivo" de água em alguns concelhos, Maria de Graça Carvalho admite ainda a possibilidade de um novo apagão em Portugal, devido à sobrecarga de utilização de ar condicionados, que leva a grande esforço da rede elétrica.
02 Jul 2026 - 16:15
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Maria da Graça Carvalho, Ministra do Ambiente e Energia | Foto: Linkedin MAEn
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Maria da Graça Carvalho, Ministra do Ambiente e Energia | Foto: Linkedin MAEn
A ministra do Ambiente e Energia pediu nesta quinta-feira à população para tentar fazer “uma economia de água” e “usar só mesmo a essencial” por causa do aviso vermelho devido ao calor.
Em declarações aos jornalistas na Galiza, Espanha, onde inaugurou uma nova interligação elétrica entre Portugal e Espanha, Maria da Graça Carvalho observou que há alguns concelhos onde se regista “uma utilização da água acima do normal”, pedindo à população alguma parcimónia.
“Não é uma questão de falta de água nos rios ou nas barragens, não é isso. É nos próprios sistemas de abastecimento porque há uma utilização acima do que é normal. Gostaria de passar essa mensagem às pessoas que tentem, o mais possível, fazer uma economia de água e usar só aquela que é mesmo essencial para a saúde e para o seu dia a dia”, afirmou a governante.
Maria da Graça Carvalho manifestou-se ainda preocupada, tal como “todo o governo”, com os incêndios.
A ministra referiu ainda a possibilidade de “sobrecarga da utilização da eletricidade”.
“Alguns países da Europa que têm sofrido uma onda de calor tiveram apagões locais devido à utilização da eletricidade. Nós temos uma rede estável e a linha que entrou hoje em funcionamento vem ainda aumentar essa estabilidade da rede”, observou.
Maria da Graça Carvalho disse esperar “não ter” qualquer apagão, mas admitiu que é “uma possibilidade”.
“É natural que uma sobrecarga de utilização de ar condicionado, de muita utilização elétrica, haja apagões localizados. Temos uma rede neste momento muito resiliente, mas não estamos livres disso poder acontecer, como aconteceu em França e em outros países da Europa”, disse.
O aviso vermelho devido ao calor foi alargado até domingo em 10 distritos do litoral e do interior sul do país, anunciou hoje o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Segundo o IPMA, o aviso vermelho, o mais grave numa escala de três, está hoje ativo nos distritos de Portalegre, Évora e Beja, assim como em Santarém e Lisboa, sendo que os últimos dois distritos passam a laranja (o segundo nível) às 23:00 de sexta-feira.
Na sexta-feira, estarão também sob aviso vermelho por causa do calor outros 10 distritos: Viana do Castelo, Porto, Braga, Coimbra, Aveiro, Leiria, Santarém, Portalegre, Évora e Beja. Em todos os casos este nível permanece ativo até às 06:00 de domingo.
O aviso vermelho surge numa altura em que Portugal continental atravessa num período de temperaturas elevadas, com máximas que podem chegar aos 44 graus Celsius (ºC) e mínimas entre os 24ºC e os 28ºC.
Na quarta-feira, a Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgou recomendações aos municípios para protegerem as populações das temperaturas elevadas e ondas de calor, alegando o “papel de proximidade essencial” que desempenham na preparação e resposta a esses fenómenos.
Segundo a DGS, as autarquias devem garantir, em parceria com várias entidades, a sinalização de pessoas mais vulneráveis, mantendo atualizada essa listagem, assim como realizar contactos preventivos e promover, sempre que possível, visitas domiciliárias.
Já ao nível das medidas comunitárias, a direção-geral aconselha que sejam abertos locais de abrigo temporário (zonas de arrefecimento) e disponibilizada água potável, garantindo o bom funcionamento dos bebedouros públicos, assim como recomenda o prolongamento dos horários de bibliotecas, piscinas e equipamentos climatizados de proximidade.
Para os espaços públicos, é sugerido que sejam reforçadas as zonas de sombra, instaladas estruturas temporárias de sombreamento e arrefecimento, e adaptados os horários dos trabalhos municipais realizados no exterior.
Por causa da onda de calor, os hospitais ativaram o nível mais baixo dos planos de contingência.
Além disso, a ministra referiu ainda a possibilidade de “sobrecarga da utilização da eletricidade”. “Alguns países da Europa que têm sofrido uma onda de calor tiveram apagões locais devido à utilização da eletricidade. Nós temos uma rede estável e a linha que entrou hoje em funcionamento vem ainda aumentar essa estabilidade da rede”, afirma.
Neste sentido, ainda que a ministra espere “não ter” qualquer apagão no país, admite que esta é “uma possibilidade”. “É natural que com uma sobrecarga de utilização de ar condicionado, de muita utilização elétrica, haja apagões localizados”, disse aos jornalistas.
“Temos uma rede neste momento muito resiliente, mas não estamos livres disso poder acontecer, como aconteceu em França e em outros países da Europa”, acrescenta a ministra.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
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